Só uma imensa vontade de partilha, para que a todos tudo chegue, me move...tudo o que seja pensado acima desta "fasquia" medida por uma fraqueza humana (EU mesmo) mas confiante na Providência Divina, são meras suposições humanas que eu declino em amor e verdade perante Aquele que "sonda os corações e conhece os pensamentos mais escondidos."


"Sobre os teu muros Jerusalém colocarei sentinelas que dia e noite anunciarão o NOME do SENHOR."


Não faz o obreiro mais do que lhe é devido.


Discípulo do Mestre Jesus Cristo

Servidor do Pai Criador em espírito e verdade

Porque assim quer o PAI que O sirvam

e Adorem

Mostrar mensagens com a etiqueta Pai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pai. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu sou o Pai de toda a criação



Eu sou o Pai de toda a criação. E falo, meus filhos com todo o meu amor presente.
Adorai-me em vós, porque eu estou em vós. Adorai-me no vosso interior porque é onde eu vos espero sempre. O que vos peço não é para ser contido pelas vossas palavras, que de tão ricas em símbolos se esvaziam de propósito. Adorai-me mas não por conceito humano.
Adorai-me espiritualmente. Não vos quero cada um para o seu lado de joelhos em êxtases desenfreados e pouco claros da sua proveniência.
Adorai-me nos actos que executam, nas palavras que dizem, nos sorrisos que oferecem aos vossos irmãos.
Adorai-me em espírito na verdade.
Adorai-me com o espírito da verdade.
Essa é a adoração perfeita. Em cada momento, eleva o pensamento e entende que tudo o que fazes, fazes comigo. Tudo o que pensas partilhas comigo. Sou o Pai Eterno e o teu melhor amigo.
Eu o mais alto Saber que tu podes almejar, faço-me companheiro de peregrinação, em todos e cada um dos meus filhos temporais. Porque todos sois meus filhos e filhas. Houve um “tempo” um momento em que eu vos disse: Eu vos envio como criaturas e convosco farei a jornada de volta até à casa paterna onde chegareis como filhos.
Disse a cada um de vós.
Sois vós muito amados,… também aqui, a palavra que utilizais para definir esta emoção pouco compreendida, no vosso estado presente não contem a sua totalidade de expressão.
Eu fiz-me viajante convosco, eu o ser absoluto entreguei-me confiante nas mãos de cada um de vós, porque creio na obra da minha criação.
Assim, através de “despersonalizações” decrescentes e sucessivas aproximo-me o mais possível de cada um de vós…no vosso interior….
Vós através de “personalizações” unificando o humano com o espiritual, crescentes e sucessivas, caminham (E eu convosco) até ao momento em que ambos, Eu e tu, nos reencontraremos Comigo.
Porque eu me “divido” numa parte de mim próprio para residir em ti e contigo experienciar, apoiar, e confortar a tua luta mortal que te trará a vida eterna.
Sou Eu o Pai Eterno, que to confirma…no teu interior, na tua intuição, no teu espírito…em verdade.
Eu faço muitas coisas numa só vez. Não pretendo que as entendas todas. Só que as aceites.
Pois nem tudo pode um Pai explicar aos seus filhos de várias idades e entendimentos.
Nem mesmo eu, porque assim é e assim tem de ser. És tu que vais entender, por ti.
Comigo, mas por ti e em ti, meu filho e filha muito amados.
Que credes? Que vos criei para sofreres e eu convosco, porque em vós habito e convosco “existo” no espaço tempo, ilusão necessária á vossa sobrevivência na existência material?
Eu entreguei-me primeiro. Eu Deus Eterno, resido em ti primeiro, para que tu venhas habitar em mim, faço a viagem contigo para que não te sintas um estranho na própria casa Paterna.
Nós temos a maior afinidade que podes alcançar aqui e agora: a da União possível e perfeita.
Nada na tua existência é tida ao acaso, nem por mim, nem por todos os que connosco se alegram em cada passo que damos em direcção ao ALTO.
Somos acompanhados e sempre seremos, Porque Eu O PAI O afirmo e assim o fundei na intemporalidades das idades sobre idades. È Palavra proferida.
No AMOR da LUZ que buscais, e que EU SOU, vos deixo porque sempre convosco.
……………………………………………..
Meu Deus eu creio adoro espero e amo-Vos.
Peço perdão para os que não crêem não adoram não esperam e não Vos amam.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

...PAI...



Pai.
Pai Criador. De tudo o que existe.
Pai-Filho. Da nossa entrega.
Pai Espírito. Da Luz que nos envolve.
Pai Amor. Dos homens e das mulheres.
Pai Bondoso. Das nossas alegrias.
Pai Compassivo. Das nossas misérias.
Pai Glorioso. Das nossas vitórias.
PAI ÚNICO.
Pai, Amigo, Irmão, Eterno.
Pai dos pais. Pai das mães. Pai dos filhos.
Pai dos seres vivos.
Pai dos vivos e dos mortos.
Teu, meu, nosso.
Pai Universal!
Tão-somente PAI.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bem-aventuranças para o SéculoXXI - XXII


Bem-aventurados os que compreendem
o seu papel no mundo, estes serão confiáveis.
Bem-aventurados os que se compadecem da miséria do próximo,
estes serão sempre os primeiros a fazer alguma coisa para auxiliar.
Bem-aventurados os optimistas, esses continuarão sempre firmes
em seus propósitos de servir ao "bem".
Bem-aventurados os que estudam, esses eliminarão a cegueira do analfabetismo e a fé cega.
Bem-aventurados os que sofrem por amor, esses aprenderão o valor de amar sempre sobre todas as coisas.
Bem-aventurados os que se amam, esses amarão o seu próximo como a si mesmo.
Bem-aventurados os trabalhadores que bendizem o seu trabalho, esses terão ocupação sempre.
Bem-aventurados os que tem sede de justiça divina, esses serão sempre saciados.
Bem-aventurados os que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, os que questionam, os que duvidam, os que perguntam, esses não serão enganados e não negarão a Deus.
Bem-aventurados os que não viram e acreditaram.
Não ouviram mas aprenderam a lição.
Não sentiram, mas trazem em seus corações a marca do amor.
Bem-aventurados os que crêem no 
amor de Deus por seus filhos, esses nunca se sentirão abandonados,  tudo podem e tudo suportam.
Bem-aventurados os que recebem o chamado ao trabalho na LUZ do Amor e não se recusam, trabalham; esses encontrarão a paz.
Bem-aventurados os que trabalham em favor do bem colectivo, seja em que área for, seja em que parte do Planeta for,  seja de que religião for, esses verão a Deus.
Bem-aventurado és tu, que lutas, que cais e te levantas, sofres e amas,  sonhas e realizas, choras e ris, estendes a mão e apoias,  que vives cada dia como se fosse o teu dia especial.
Bem-aventurado sejas tu que entendes que é necessário lutar sempre para amar, 
que aprendes-te a repartir e tens consciência do teu papel no Universo.

TU serás feliz!


Eu te desejo neste dia a Luz do Pai Universo,
Daquele que nunca nos abandona,
Daquele que nos chama todos os dias para a Vida Plena.
Vida de Paz, Amor, e Verdade.  
Todos como Um Só.

sábado, 23 de abril de 2011

Paixão Divina



Passei toda a madrugada conTigo. Nesta 6ª feira da Tua Paixão.
Explicaste-me muitas coisas durante esta via, que não escolhes-Te mas aceitas-Te, como humano..."afasta este cálice..." e como Divino..."a Tua vontade e não a minha".
Esta Páscoa que "desejas ardentemente partilhar connosco" todos os anos, este ano está "fria" sem calor, as grossas lágrimas que caem directamente dos olhos dos teus anjos e santos e que molham esta Páscoa fria são a demonstração da tristeza que estes sentem pela continuada postura deste povo da "terra de Santa Maria", que Te representam com as cinco chagas na bandeira da sua nacionalidade, único povo no mundo que tem festa ao seu anjo Custódio, incluída no seu calendário oficial e aprovada pelo Vaticano desde os anos 1500/1600 e que por coincidência, teve a sua visita em 1916,...povo da Terra de Fátima, altar do Mundo...Povo por Ti privilegiado, por razões que Saberás, Povo por Ti muito amado, com tradições tão belas quanto antigas, tão puras quanto singelas, se deixou levar pelo mundanismo fácil e confortável...e já não tem tempo...para Quem lhe concedeu o próprio tempo.
Nesta Noite... eu estive Contigo e recordei um a um a Teu lado, todos os momentos em que nós como povo Te desgostamos, ignorámos e até negámos e de repente senti-me preso envergonhado, não por este povo integro e antigo, mas pela forma como se deixaram adormecer...e juntei as minhas lágrimas ás que caiam do céu...e foi então que me disses-Te..." não chores, pois o Pai perdoa a quem não sabe o que faz..."

Graças te sejam dadas Ó Pai pelos Teus mistérios que nos incitam ao AMOR Maior.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa - significados


Um dia, (seguramente que eu sonhava), O Senhor teve esta conversa comigo...
Mas como Me vês,? Quem sou Eu para ti, afinal?
SENHOR JESUS, Tu Ès DEUS...
Não,... tu não percebes,...  Isso já todos sabemos...a Minha Missão...
Por Alguns Me verem Só assim é que não Me conhecem...Não se conseguem aproximar.
EU fiz-Me homem, como tu, menos no Pecado, para tu me veres como irmão
E tu agora és homem.
Vence o mundo como eu venci...como homem.
Depois EU SOU O TEU DEUS em ESPÍRITO...
A título de introdução, duas coisas; a primeira, sempre que me refiro a Religião, quero dizer mesmo Religião… Re-ligar ao Natural, ao Supremo… e, quando refiro Igreja quero dar-lhe a definição segundo a Bíblia… No contexto bíblico, o termo igreja pode designar reunião de pessoas, sem estar necessariamente associado a uma edificação ou a uma doutrina específica. Etimologicamente a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek que significa para fora e klesia que significa chamados. No texto bíblico, no "Novo Testamento", a palavra Igreja aparece por diversas vezes, sendo utilizada como referência a um agrupamento de pessoas (neste caso cristãos) e não a edificações ou templos, nem mesmo a toda comunidade cristã em alguns momentos.
A minha “Igreja” que é de Cristo Jesus não é de ninguém, nem está fechada a ninguém nem sequer impõem nada mais do que o Mestre tenha dito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei... e também disse: Virá a hora em que não adorareis Deus nem neste monte, nem no templo mas O adorarás em toda a parte. Em Espírito e Verdade porque o Pai é Espírito e Verdade.
(Jo 4,23-27 Mas a hora vem, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu O sou, Eu que falo contigo.)
O que pretendo é só dizer que creio no Cristo que se anunciou como Filho de Deus e que  quando estava a ser interrogado e não se defendia… só houve uma pergunta a que Ele não pôde deixar de responder aos Judeus no Sinédrio: És tu o, o Messias, o Filho do Deus Vivo? ao que Ele respondeu: Eu O Sou. E noutro lado Ele também disse:”…se assim não fosse Eu vos teria dito.” O resto é conversa de homens e isso me basta.
E para falar na Páscoa porque não pegar nesta vontade expressa de Jesus?
“Tenho desejado ardentemente comer esta Páscoa convosco…”

Para abordarmos a espiritualidade inerente a esta frase, não poderemos obviamente deixar de citar a sua origem e vínculo com o povo, para quem, a princípio, Deus fez surgir a Páscoa: o povo judeu, e que Deus fê-la estender-se a todo género humano que n’Ele crer.
O aprofundamento bíblico mais actualizado dos nossos dias veio confirmar, como marco inicial das suas comemorações para os judeus, a data incerta da saída do povo hebreu do Egipto quando a festa realmente passa a ser instituída (cf Ex 12). É certo que alguns estudiosos venham a mencionar a possibilidade de conhecimento da Páscoa para o povo judeu, anterior à institucionalização, sendo justamente a festa que Moisés pedira ao faraó para celebrar com o seu povo no deserto e que lhe fora negado. Ressaltamos que o pedido é feito por Moisés e Aarão, mas é o próprio Deus quem fala (cf. Ex 5,1).
Até então fiz questão de não mencionarmos o que significa a palavra "Páscoa", para que, ficando clara a sua origem no seio do povo hebreu, pudéssemos compreender melhor o que o termo nos quer dizer. Primeiro porque a significado do termo na língua que lhe dá origem, o hebraico, é incerto. No seu uso tanto podemos designar a festa, como também a refeição, momento da festa, como também o próprio cordeiro, imolado na ocasião; embora este último uso do termo seja mais difundido entre o povo judeu, os três são válidos. Na maioria das vezes ouvimos apenas ser mencionadas definições como "passagem", que mesmo tendo algum sentido, não dá o realce necessário especial Àquele que possui a máxima importância no termo "Páscoa", o próprio Deus-YHVH É Ele que impele o Seu povo a fazer a passagem da escravidão para a liberdade. O povo não vai só, Deus vai à sua frente. O povo não faz a sua passagem - é Deus quem faz a passagem do povo da escravidão para a liberdade. Não queremos, em hipótese nenhuma, com esta afirmação dizer que Deus fizera tudo sozinho, pelo contrário, dizemos que Deus fizera do Seu povo co-participante e co-responsável também da libertação obtida. O Senhor, em nenhuma ocasião, transforma o Seu povo em meros actores passivos de algo que Ele queira realizar. Pede-nos sempre a colaboração.
É necessário reter-mos aqui o ritual da Páscoa, pois assim melhor entenderemos o que o Senhor Jesus fez na Última Ceia e qual a significado desta ceia acontecer antecipadamente ao dia da Páscoa.
O banquete de Páscoa é o centro da festa em que um cordeiro de um ano, não trazendo em si nenhuma mancha, é comido. O que não fosse comido do cordeiro deveria ser queimado antes de o sol nascer. Isso faz com que entendamos que a festa vem a realizar-se à noite e como tal o cordeiro deveria ser assado inteiro para ser servido. A postura de todos os que participavam do ritual também deveria ser específica para a ocasião: todos deveriam comer a Páscoa (o cordeiro) vestidos para viajar, e de pé. Os que não tinham ainda sido circuncidados não poderiam comer a Páscoa (cf Ex 12,43-49).
A temática principal da festa de Páscoa é o reconhecimento da mão do Senhor como aquela que os liberta da escravidão: o saber que somente Deus, escutando os clamores do povo, desce para libertá-lo.
A liberdade obtida pelo povo de Deus não é valorizada posteriormente por esse mesmo povo, porque pensava ele que apenas era necessária uma libertação material, física: o faraó deixará de ser aquele que tem o domínio sobre nós - pensava talvez o povo - agora seremos nós próprios a nos conduzir. E foi isso que fizeram: caíram numa escravidão ainda maior, a escravidão de si próprios. Deus os queria livres integralmente, mas as sucessivas idolatrias que o povo cometera ao longo do caminho diziam o contrário. O autor sagrado mostra nitidamente as infidelidades do povo e a fidelidade paciente de Deus, que ouve as súplicas de intercessão de Moisés em favor deles, que eram o povo infiel.
Agora lembramos de maneira marcante a figura de Jesus que ceia com os apóstolos…, antecipando a Páscoa com eles, porque a partir d’Ele, Jesus, a Páscoa seria agora entendida de maneira diferente na vida daqueles que estiveram com Ele, os que acreditaram e viessem a acreditar n’Ele. O próprio Jesus é o cordeiro Oblativo agora. O sacrifício de animais deixa de ser necessário, pois o próprio Filho se oferece ao Pai, para que assim, pagando o preço do nosso resgate pelo precioso sangue que derramara no madeiro, pudéssemos realmente ter "acesso ao coração do Pai".
O vislumbrar do Senhor Jesus na cruz é de essencial importância para os cristãos, como também importante é a manutenção do vínculo entre a morte e a ressurreição de Jesus. É essa a pregação da Igreja primitiva a ecoar na evangelização de hoje: Jesus morto e ressuscitado; pois se não tivesse ressuscitado, nada de novo teria feito, uma vez que o sacrifício deveria continuar a ser repetido várias vezes de uma maneira cruenta, isto é, com o derramamento de sangue, pela necessidade de simbolismos inerente ao humano. Jesus vem fazer a libertação do interior do homem, do mesmo interior que o homem deixara escravizar por si mesmo ao longo da história.(Com Adão e o pecado, com a Idolatria, etc. Sentidos figurativos e simbólicos) Jesus também transcende à terra, isto é, Ele faz o povo compreender, com a Sua morte e Ressurreição, que a terra prometida por Deus não é aqui, mas começa aqui. O sofrimento que Jesus padece não é masoquismo da sua parte, mas uma entrega total, incondicional, consciente e amorosa de si a Deus, seguindo a cadeia de acontecimentos provocados pela ignorância humana acerca daquele Homem, por nós, enfrentando todas as dificuldades e consequências dessa oblação (entrega/Oferenda).

Excerto de uma catequese para adolescentes(2004/2005)
Fontes Bíblia ,C.I.C., Net

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Conversas Contigo VII - A Fundação do Universo


A fundação do universo é material, no sentido em que a energia é a base de toda a existência; e a energia pura é controlada pelo Pai Universal. A força, a energia, é a coisa que permanece como um monumento perpétuo, demonstrando e provando a existência e a presença do Absoluto Universal. Essa imensa corrente de energia, que provém das Presenças do Paraíso, nunca faltou,
nunca falhou; nunca houve nenhuma interrupção na sustentação infinita.
A manipulação da energia do universo dá-se sempre de acordo com a vontade pessoal e com os mandatos plenamente sábios do Pai Universal. Esse controle pessoal do poder manifestado, e da energia circulante, é modificado pelos actos coordenados e pelas decisões do Filho Eterno, bem como pelos propósitos unidos do Filho e do Pai, executados pelo Agente Conjunto (Espiríto Santo ou Infinito). Esses seres divinos actuam pessoalmente, e como indivíduos.; e, funcionam, também, na pessoa e nos poderes de um número quase ilimitado de “subordinados”, cada um diferentemente expressivo do propósito eterno e divino no Universo. Mas essas modificações, ou transmutações funcionais
e provisionais do poder divino, de nenhum modo reduzem a verdade da afirmação de que toda a energia-força está sob o controle último de um Deus pessoal, residente no centro de todas as coisas.
A base do universo é material, mas a essência da vida é espírito. O Pai dos espíritos é também o ancestral dos universos; o Pai eterno do Filho Original é também a fonte-eternidade do modelo original, a Ilha do Paraíso.
A matéria ou a energia, pois ambas não são senão manifestações diversas da mesma realidade cósmica, como fenômenos no universo é inerente ao Pai Universal. Nele consistem todas as coisas.A matéria pode surgir para manifestar a energia inerente e para exibir os poderes autocontidos, mas as linhas da gravidade envolvidas nas energias ligadas a todos esses fenômenos
físicos derivam-se e dependem do Pai. O ultímatom, a primeira forma mensurável de energia, tem o Paraíso como o seu núcleo.
Há, inata na matéria e presente no espaço universal, uma forma de energia não conhecida na Terra. Quando essa descoberta for finalmente feita, então os físicos irão sentir que terão solucionado, ou pelo menos quase, os mistérios da matéria. E assim terão dado mais um passo no sentido de se aproximar do Criador; e dominado mais uma fase da técnica divina; mas de modo
nenhum eles terão encontrado Deus, nem terão desvendado o conhecimento da existência da matéria, nem a operação das leis naturais, separadamente da técnica cósmica do Paraíso, nem o propósito motivador do Pai Universal.
Depois de um progresso ainda maior e de novas descobertas, depois que a Humanidade houver avançado incomensuravelmente em relação aos conhecimentos actuais e, ainda que vós pudésseis alcançar o controle das rotações energéticas das unidades elétricas da matéria, a ponto de conseguir
modificar as suas manifestações físicas mesmo depois de todo esse progresso possível, os cientistas permanecerão, indefinidamente, impotentes para criar sequer um átomo de matéria, ou gerar um raio de energia e, menos ainda, para outorgar à matéria aquilo a que chamamos de vida.
A criação da energia e a dádiva da vida são prerrogativas do Pai Universal e das personalidades Criadoras, coligadas a Ele. O rio da energia e da vida é uma efusão contínua vinda das Deidades, uma corrente universal e unida de força do Paraíso, irradiando-se por todo o espaço. Essa energia divina penetra toda a criação. A energia provém do Paraíso, formada segundo a ordem divina. A energia a energia pura compartilha da natureza da organização divina; é formada segundo a semelhança dos três Deuses (Trindade) abraçados num só. É uma manifestação da Causa não causada o Pai Universal ; e, sem o Pai, nada do que existe existiria.
A força derivada da Deidade, existente em Si, é, por si própria, eternamente existente. A energiaforça é imperecível, indestrutível; essas manifestações do Infinito podem estar sujeitas à transmutação ilimitada, à transformação sem fim e à metamorfose eterna; mas em nenhum sentido ou grau, nem mesmo na menor proporção imaginável, poderiam ou deveriam elas sofrer extinção. Mas a energia, ainda que emergindo do Infinito, não se manifesta de forma infinita; há
limites externos para o universo-mestre, como ele é atualmente concebido.
A energia é eterna, mas não infinita; e responde sempre à gravidade todo-abrangente da Infinitude. A força e a energia continuam eternamente; uma vez que tenham saído do Paraíso, devem voltar para lá, ainda que idades e mais idades sejam necessárias para completar o circuito ordenado. Aquilo que tem a sua origem na Deidade do Paraíso só pode ter como destino o Paraíso, ou alguma Deidade. (da Trindade)
E tudo isso confirma a nossa crença num universo circular, um pouco limitado, mas ordenado e imenso. Não fora isso verdade, então a evidência do esgotamento da energia nalgum ponto, mais cedo ou mais tarde, iria aparecer. Todas as leis, as organizações, a administração e o testemunho dos exploradores do universo tudo aponta para a existência de um Deus infinito e, ainda assim, para um universo finito, de uma circularidade de existência sem fim, quase sem limites, todavia finito, em contraste com a infinitude.

 PeHeLa guardião da religião, moral, e teologia Divina te Saúdo na Paz e na Luz Daquele que tudo realiza e te digo... A Paz do Eterno vos envolva  
 
(como pedido assim é feito) 
Bem hajam na luz e com a Luz 
P.S. todos os post's que têm por titulo "Conversas Contigo" ou "Conversas no Silêncio" são por mim formatados e inseridos. Esta é a parte que me cabe em reconhecimento de Autoria.

É para ti...



Tu…
Que pensas meu querido ou querida que aqui chegas-te? Que tudo te corre mal? Que Eu não estou contigo?...
Como poderia ser uma coisa dessas, meu menino, minha filha,? Com que olhos vês? Com os da carne ou com os da alma? Tu sabes…
Sou UM PAI Imenso.
Ainda que te custe aceitar muitas coisas e alterar o pensamento preconcebido sobre pretensas verdades, que mais não são que um regulador do fluxo dos acontecimentos…e assim tem de ser…pois cada um caminha com os seus próprios passos e com o seu próprio ritmo.
Não te entristeças, pois muitas são as graças de que já gozaste…bem Sei que muito já pesaste nesses ombros…e assim vai sendo. Mas tu próprio te tens em pior conta do que devias. Deixa que Eu farei essas contas em seu devido tempo…………..
Quando se consegue ver para além do que os olhos captam, tudo se torna maior, e mais claro e consequentemente mais complicado, porque abarcar essas certezas ainda na carne tornam-se em dor contínua que vos desgastará o corpo e a mente material.
Poucas são as palavras que consolam esses momentos, mas também que poderias tu construir com essas palavras? É o silêncio melhor amigo do que todas as palavras ditas, porque no silêncio quem te FALA SOU EU.

Espero-te. Sem Me cansar.

A Paciência tudo alcança.

sábado, 16 de abril de 2011

Conversas Contigo XVI - A Religião e a realidade

Documento muito importante para quem tem sede de compreender...como nos chega ás mãos é de somenos importância. 

Estes textos assim apresentados não falam nunca acerca da vossa veracidade, das multiplas veracidades que tendes como vossas, fala-vos da Verdade reveladora que se apresenta nos vossos dias, adaptada aos vossos dias, como já foi apresentada a outros adaptada aos seus tempos. E assim será, sempre. Basta olhares para a vossa história, em termos de conhecimento e desmistificação de “veracidades” vossas, e ver como vos guia sempre num sentido de elevaçãodos valores morais e éticos....e agora mesmo não vos deixeis levar por essa mente finita e pensamento finito, falo-vos em termos de raça, civilização como unidade...
Mentes observadoras e almas de bom discernimento sabem distinguir a religião quando a vêem nas vidas dos seus semelhantes. A religião não precisa ser definida; todos nós conhecemos os seus frutos sociais, intelectuais, morais e espirituais. E tudo isso advém do facto de que a religião é propriedade da raça humana; ela não é filha da cultura. Bem verdade é que a percepção que se tem da religião é humana e, portanto, sujeita às algemas da ignorância, à escravidão da superstição, às fraudes da sofisticação mundana e às ilusões das filosofias falsas.
Uma das peculiaridades características da segurança religiosa genuína é que, não obstante a absolutez das suas afirmações e da firmeza da sua atitude, o espírito da sua expressão é tão equilibrado e ponderado que nunca transmite a mais leve impressão de auto-afirmação ou de
exaltação egoísta. A sabedoria da experiência religiosa é algo como um paradoxo, pois tem uma origem humana, ao mesmo tempo em que procede do Ajustador Divino (centelha Divina, parte integrante de cada um de nós). A força religiosa não é produto das prerrogativas pessoais individuais, é sim, todavia, a consequência daquela coparticipação sublime do homem e da fonte perene de toda a sabedoria. Assim, as palavras e os actos da religião verdadeira, na sua pureza original, tornam-se de uma autoridade irresistível para todos os mortais esclarecidos. Difícil é identificar e analisar os factores de uma experiência religiosa, mas não é difícil observar os praticantes religiosos vivendo e perseverando como se estivessem já em presença do Eterno. Os crentes esclarecidos, reagem a esta vida temporal como se a imortalidade estivesse já nas suas mãos. Nas vidas desses mortais, há uma originalidade convincente e uma espontaneidade de expressão, que, para sempre, os separa dos seus semelhantes que, do mundo, nada mais absorveram do que uma certa sabedoria. As pessoas religiosas (no verdadeiro sentido e não por nomeação humana) parecem viver emancipadas e livres efectivamente da pressa da usura e da tensão penosa das vicissitudes inerentes às correntes seculares do tempo; elas demonstram uma estabilidade de personalidade e uma tranquilidade de carácter não explicada pelas leis da fisiologia, nem da
psicologia, nem da sociologia.
(O que é um facto é que vós não lidais com os vossos anseios religiosos verdadeiros, porque ainda não compreenderam o verdadeiro sentido e fusão da religião evolucionária com a religião revelada...porque fecharam a religião evolucionária, da vossa civilização em crescimento, e encerraram-na em doutrinas e dogmas, e uma religião que se encerra assim em documentos de método e práctica, é uma religião morta e só com as várias fases da Revelação poderá emergir essa fusão verdadeira) O tempo é, invariavelmente, um elemento necessário para conseguir-se o conhecimento; a religião torna esses dons imediatamente disponíveis, se bem que haja o importante factor que é o crescimento na graça, o avanço definitivo, em todas as fases da experiência religiosa. O conhecimento é uma busca eterna; vós estais sempre aprendendo, mas não vos tornais nunca capazes de chegar ao conhecimento pleno da verdade absoluta. No conhecimento apenas, não pode haver jamais nenhuma certeza absoluta, apenas uma probabilidade crescente de aproximação; mas a alma religiosa com iluminação espiritual sabe, e sabe agora. E, ainda, essa certeza profunda e evidente não conduz esse homem religioso, mentalmente sadio, a ter um interesse menor nos altos e baixos do progresso da sabedoria humana, que está ligada estreitamente à sua finalidade material e aos desenvolvimentos de uma ciência lenta. Mesmo as descobertas da ciência não são verdadeiramente reais na consciência da experiência humana, até que sejam elucidadas e correlacionadas, até que os seus factos mais importantes se tornem realmente significativos, por meio da sua colocação nos circuitos das correntes de pensamento da mente. O homem mortal vê, até mesmo o seu meio ambiente físico, num nível mental, a partir da perspectiva dos registos psicológicos desse nível mental. E, portanto, não é estranho que o homem dê uma interpretação altamente unificada ao universo e então busque identificar essa unidade de energia da sua ciência com a unidade espiritual da sua experiência religiosa. A mente é unidade; a consciência mortal vive no nível da mente e percebe as realidades universais pelos olhos das faculdades com as quais a sua mente foi dotada. A perspectiva mental não alcança a unidade existencial da fonte da realidade, a Primeira Fonte e Centro, mas ela pode, e algumas vezes irá, retratar no homem a síntese experiencial da energia, da mente e do espírito no Ser Supremo e como Ele é. A mente, porém, não pode jamais obter êxito nessa unificação das diversidades da realidade, a menos que tal mente esteja firmemente consciente das coisas materiais, dos significados intelectuais e dos valores espirituais; a unidade existe apenas na harmonia da triunidade da realidade funcional, e apenas na unidade existe a satisfação da personalidade quanto à realização da constância e da coerência cósmica. A unidade é mais encontrada na experiência humana por intermédio da filosofia. E, ainda que o corpo do pensamento filosófico deva estar sempre baseado em factos materiais, a alma e a energia da verdadeira dinâmica filosófica são um discernimento espiritual dos seres mortais.
O homem evolucionário não tem um prazer natural com o trabalho pesado. Na sua experiência de vida, acompanhar os passos das demandas impulsoras e da pressão das necessidades da experiência religiosa crescente significa manter uma actividade incessante de crescimento espiritual, manter a expansão intelectual, o desenvolvimento factual e o serviço social. Não existe uma religião real sem uma personalidade altamente activa. E é por isso que os mais indolentes dos homens sempre procuram escapar dos rigores das verdadeiras actividades religiosas, por meio de uma espécie engenhosa de auto-enganação, recorrendo ao abrigo falso das doutrinas e dogmas religiosos estereotipados. A verdadeira religião, entretanto, está viva. A cristalização intelectual dos conceitos religiosos é equivalente à morte espiritual. Vós não podeis conceber a religião sem idéias, mas, quando a religião fica reduzida a uma idéia apenas, já não é uma religião; transformou-se meramente numa espécie de filosofia humana. E, novamente, existem outros tipos de almas instáveis e maldisciplinadas que usariam as idéias sentimentais da religião como uma forma de escapar das exigências irritantes da vida. Quando alguns mortais vacilantes e acanhados querem escapar da pressão incessante da vida evolucionaria, a religião, do modo como eles a concebem, parece apresentar o refúgio mais ao seu alcance, o melhor caminho de fuga. Contudo, a missão da religião é preparar o homem para enfrentar, com valentia, e até mesmo com heroísmo, as vicissitudes da vida. A religião é o dom supremo do homem evolucionário, é aquela coisa que o capacita a prosseguir e a “resistir, como se O estivesse vendo, a Ele que é invisível”. O misticismo, contudo, muitas vezes é algo como um refúgio da vida e é adoptado por aqueles seres humanos que não amam as actividades mais duras de viver uma vida religiosa nas arenas abertas da sociedade e do comércio humano. A verdadeira religião deve actuar. A conduta será um resultado da religião, quando o homem de facto estiver com ela, ou antes, quando se permitir que a religião verdadeiramente possua o homem.
Mas só para que algo fique esclarecido...o facto de um homem se denominar Padre ou sacerdote ou qualquer outra coisa de Deus, torna-o representante por constituição humana mas, não o torna servidor por direito espiritual, conquistado.(Ver nota 1)
A mente humana pode actuar em resposta à chamada inspiração, quando é sensível, seja às exaltações do subconsciente, seja aos estímulos do supraconsciente. Nos dois casos, parece ao indivíduo que tais ampliações do conteúdo do consciente são mais ou menos alheias ao próprio controle. O entusiasmo místico incontido e o êxtase religioso desenfreado não são as credenciais de nenhuma inspiração, nem credenciais supostamente divinas.
O teste prático de todas essas estranhas experiências religiosas de misticismo, de êxtase e de inspiração, é o de observar se esses fenômenos levam um indivíduo:

1. A gozar de uma saúde física melhor e mais completa.
2. A funcionar mais eficiente e praticamente na sua vida mental.
3. A socializar mais plenamente e mais alegremente a sua experiência religiosa.
4. A espiritualizar mais completamente a sua vida no cotidiano e a desempenhar-se fielmente dos
deveres comuns da existência mortal rotineira.
5. A aumentar o seu amor e a sua apreciação da verdade, da beleza e da bondade.
6. A conservar os valores sociais, morais, éticos e espirituais normalmente reconhecidos.
7. A ter mais discernimento espiritual interior – a consciência de Deus.

...após esta constatação (que normalmente leva uma vida) teremos que entender ainda estas premissas...

1. Deveis qualificar-vos para uma prece poderosa encarando com sinceridade e coragem os
problemas da realidade do universo. Deveis possuir o vigor cósmico.
2. Deveis ter exaurido, honestamente, toda a capacidade inerentemente humana de ajustamento.
Deveis ser industriosos.
3. Deveis entregar e abandonar todo desejo da mente, e toda aspiração da alma, ao abraço
transformador do crescimento espiritual. Deveis ter experimentado um enaltecimento dos
significados e uma elevação dos valores.
4. É preciso escolher, de todo coração, a vontade divina. É preciso anular o centro morto da
indecisão.
5. Não apenas deveis reconhecer a vontade do Pai e escolher cumpri-la, mas deveis fazer uma
consagração sem reservas e uma dedicação dinâmica para, de facto, cumprir a vontade do Pai.
6. A vossa oração será dirigida exclusivamente à sabedoria divina, para que ela resolva os
problemas humanos específicos que encontrardes na ascensão ao Paraíso – a realização da
perfeição divina.
7. E deveis ter fé – uma fé viva.

Nota 1:(Num mundo material, vós pensais num corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquitecto, a mente é o constructor, o corpo é a edificação material. E, no homem mortal, apenas aquela mente que livremente se submete ao direccionamento do espírito pode almejar sobreviver à existência mortal do espaço-tempo. A evolução dos mecanismos implica e indica a presença oculta e a predominância da mente
criativa. A capacidade do intelecto mortal de conceber, projectar e criar mecanismos automáticos demonstra que as qualidades superiores, criativas e plenas de propósito, da mente do homem, são a influência dominante no planeta.)

PeHeLa guardião da religião, moral, e teologia Divina te Saúdo na Paz e na Luz Daquele que tudo realiza e te digo... A Paz do Eterno vos envolva   
  
(como pedido assim é feito)  
Bem hajam na luz e com a Luz  
P.S. todos os post's que têm por titulo "Conversas Contigo" ou "Conversas no Silêncio" são por mim formatados e inseridos. Esta é a parte que me cabe em reconhecimento de Autoria.

sábado, 9 de abril de 2011

O Santo Graal - História e Mitos


O Cálice Sagrado em que Jesus teria bebido é um mistério muito maior do que uma simples leitura de romances Arturianos pode revelar. Ele teria realmente existido? Resistiu ao tempo? Quem eram seus guardiões?

Nos meios  Cristãos, a figura do Graal é tida, comummente, como a da taça que serviu Jesus durante a Última Ceia e na qual José de Arimatéia teria recolhido o sangue do Salvador crucificado, proveniente da ferida no flanco, provocada pela lança do centurião romano Longino ("Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água" - João19:33-34).

A Igreja Católica não dá ao cálice mais do que um valor simbólico e acredita que o Graal não passa de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido. É provável que as origens pagãs do cálice tenham causado descontentamento à Igreja. Em Os mistérios do Rei Artur, Elizabeth Jenkins ressalta que "no mundo do romance, a história era acrescida de vida e de significado emocional, mas a Igreja, apesar do encorajamento que dava às outras histórias de milagres, a esta não deu nenhum apoio, embora esta lenda seja a mais surpreendente do ponto de vista pictórico. Nas representações de José de Arimatéia em vitrais de igrejas, ele aparece segurando não um cálice, mas dois frascos ou galheteiros". Alguns tomam o cálice de ágata que está na igreja de Valência, na Espanha, como aquele que teria servido Cristo mas, aparentemente, a peça data do século XIV. Independente da veneração popular, esta referência é fundamental para o entendimento do simbolismo do Santo Graal já que, como explica a própria Igreja em relação à ferida causada por Longino, "do peito de Cristo adormecido na cruz, sai a água viva do baptismo e o sangue vivo da Eucaristia; deste modo, Ele é o cordeiro Pascal imolado".

Origem - A etimologia da palavra Graal é um tanto duvidosa, mas costuma-se considerá-la como oriunda do latim gradalis - cálice. Com o brilho resplandecente das pedras sobrenaturais, o Graal, na literatura, às vezes aparece nas mãos de um anjo, às vezes aparece sozinho, movimentando-se por conta própria; porém a experiência de vê-lo só poderia ser conseguida por cavaleiros que se mantivessem castos. Transportado para a história do Rei Artur, onde nasce o mito da taça sagrada, encontramos o rei agonizante vendo o declínio do seu reino. Em uma visão, Artur acredita que só o Graal pode curá-lo e tirar a Bretanha das trevas. Manda então seus cavaleiros em busca do cálice, fato que geraria todas as histórias em torno da Busca do Graal. É interessante notar que a água é uma constante na história de Artur. É na água que a vida começa, tanto a física como a espiritual. Artur teria sido concebido ao som das marés, em Tintagel, que fica sob o castelo do Duque da Cornualha; tirou a Bretanha das mãos bárbaras em doze batalhas, cinco das quais às margens de um rio; entregou sua espada, Excalibur, ao espírito das águas e, ao final de sua saga, foi carregado pelas águas para nunca mais morrer. Certo de que sua hora havia chegado, Artur pede a Bedivere que o leve à praia, onde três fadas (elemento ar) o aguardam em uma barca. "Consola-te e faz quanto possas, porque em mim já não existe confiança para confiar. Devo ir ao vale de Avalon para curar a minha grave ferida", diz o rei. Avalon é a mítica ilha das macieiras onde vivem os heróis e deuses celtas e onde teria sido forjada a primeira espada de Artur - Caliburnius. Na Cornualha, o nome Avalon - que em galês refere-se à maçã - é relacionado com a festa das maçãs, celebrada durante o equinócio de outono. Acreditam alguns que Avalon é Glastonbury, onde tanto Artur quanto Guinevere teriam sido enterrados. A abadia de Glastonbury, onde repousaria o casal, é tida também como o lugar de conservação do Graal.

O mito - A primeira referência literária ao Graal é O Conto do Graal, do francês Chrétien de Troyes, em 1190. Todo o mito - e uma série interminável de canções, livros e filmes - sobre o rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda tiveram seu início ali. Tratava-se de um poema inacabado de 9 mil versos que relata a busca do Graal, da qual Artur nunca participou directamente, e que acaba suspensa. Um mito por si só, “O Conto do Graal” é uma obra de ficção baseada em personagens e histórias reais que serve para fortalecer o espírito nacionalista do Reino Unido, unindo a figura de um governante invencível a um símbolo cristão. Mas por que o cálice teria sido levado para a Inglaterra? Do ponto de vista literário, já foi explicado. Porém há outras histórias muito mais interessantes - e ousadas - para explicar isto. Diz-se que durante sua permanência na Cornualha, Jesus havia recebido em dádiva um cálice de um druida convertido ao cristianismo (isto entendido como "o que era pregado por Cristo"), e por aquele objecto Jesus tinha um carinho especial. Após a crucificação, José de Arimatéia quis levá-lo, santificado pelo sangue de Cristo, ao seu antigo dono, o druida, que era Merlin, traço de união entre a religião celta e a cristã. É na obra de Robert de Boron, José de Arimatéia, que o mito retrocede no tempo até chegar a Cristo e à última Ceia. José de Arimatéia era um judeu muito rico, membro do supremo tribunal hebreu - o Sinédrio. É ele que, como visto nos evangelhos, pede a Pilatos o corpo de Jesus para ser colocado em um sepulcro em suas terras.

Boron conta que certa noite José é ferido na coxa por uma lança (perceba também, sempre presente, as referências às lanças e espadas, símbolos do fogo, tanto nas histórias de Jesus como de Artur). Em outra versão, a ferida é nos genitais e a razão seria a quebra do voto de castidade. Este facto está totalmente relacionado à traição de Lancelot que seduz Guinevere, esposa de Artur. Após a batalha entre os dois, a espada de Artur, Caliburnius, é quebrada - pois é usada para fins mesquinhos - e atirada num lago onde é recolhida pela Dama do Lago antes que afunde. Depois lhe é oferecida outra espada, esta sim, Excalibur. Somente uma única vez Boron chama a taça de Graal. Em um inciso (pequena frase que intercala outra) ele deduz que o artefacto já tinha uma história e um nome antes de ser usado por Jesus: "eu não ouso contar, nem referir, nem poderia fazê-lo (...) as coisas ditas e feitas pelos grande sábios. Naquele tempo foram escritas as razões secretas pelas quais o Graal foi designado por este nome". José de Arimatéia foi, portanto, o primeiro custódio do Graal. O segundo teria sido seu genro, Bron. Algumas seitas sustentam que o ciclo do Graal não estará fechado enquanto não aparecer o terceiro custódio. Esta resposta parece vir com A Demanda do Graal, de autor desconhecido, que coloca Galahad como único entre os cavaleiros merecedor de se tornar guardião do Graal.

O Graal-pedra - Toda a história é mudada quando contada pelo alemão Wolfram von Eschenbach, quase ao mesmo tempo que Boron. Em Parzifal, Eschenbach coloca na mão dos Templários a guarda do Graal que não é uma taça, mas sim uma pedra: Sobre uma verde esmeralda,/ Ela trazia o desejo do Paraíso:/ Era objecto que se chamava o Graal! Para Eschenbach, o Graal era realmente uma pedra preciosa, pedra de luz trazida do céu pelos anjos. Ele imprime ao nome do Graal uma estreita dependência com as forças cósmicas. A pedra é chamada Exillis ou Lapis exillis, Lapis ex coelis, que significa "pedra caída do céu". É a referência à esmeralda na testa de Lúcifer, que representava seu Terceiro Olho. Quando Lúcifer, o anjo de Luz, se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se, pois sua visão passou a ser prejudicada. Um dos três pedaços ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada que foi a única coisa que lhe restou. Outro pedaço caiu ou foi trazido à Terra pelos anjos que permaneceram neutros durante a rebelião. Mais tarde, o Santo Graal teria sido escavado neste pedaço. Compare o Graal-pedra de Eschenbach com a não menos mítica Pedra Filosofal que transformava metais comuns em ouro, homens em reis, iniciados em adeptos; matéria e transmutação, seres humanos e sua transformação. O alemão têm como modelo de fiéis depositários do cálice sagrado os Cavaleiros Templários. Seria Wolfran von Eschenbach um Templário? Era a época em que Felipe de Plessiez estava à frente da ordem quase centenária. O próprio facto de ser a pedra uma esmeralda se relaciona com a cavalaria. Os cavaleiros em demanda usavam sobre sua armadura a cor verde, sinónimo de vitalidade e esperança. Malcom Godwin, escritor rosacruz, refere-se a Parzifal da seguinte maneira: "Muitos comentadores argumentaram que a história de Parzifal contém, de modo oculto, uma descrição astrológica e alquímica sobre como um indivíduo é transformado de corpo grosseiro em formas mais e mais elevadas". Nesta obra que é um retrato da Idade Média - feito por quem sabia muito bem sobre o que estava falando - reconhece-se uma verdadeira ordem de cavalaria feminina, na qual se vê Esclarmunda, a virgem guerreira cátara, trazendo o Santo Graal, precedida de 25 segurando tochas, facas de prata e uma mesa talhada em uma esmeralda. Na descrição do autor da cena de Parzifal no castelo do rei-pescador (que, assim como Jesus, saciara a fome de muitas pessoas multiplicando um só peixe) lemos: "Em seguida apareceram duas brancas virgens, a condessa de Tenabroc e uma companheira, trazendo dois candelabros de ouro; depois uma duquesa e uma companheira, trazendo dois pedestais de marfim; essas quatro primeiras usavam vestidos de escarlate castanho; vieram então quatro damas vestidas de veludo verde, trazendo grandes tochas, em seguida outras quatro vestidas de verde (...). "Em seguida vieram as duas princesas precedidas por quatro inocentes donzelas; traziam duas facas de prata sobre uma toalha. Enfim apareceram seis senhoritas, trazendo seis copos diáfanos cheios de bálsamo que produzia uma bela chama, precedendo a Rainha Despontar de Alegria; esta usava um diadema, e trazia sobre uma almofada de achmardi verde (uma esmeralda) o Graal, ‘superior a qualquer ideal terrestre’".

As histórias que fazem parte do chamado "ciclo do Graal" foram redigidas de 1180 até 1230 o que nos inclina a relacioná-las com a repressão sangrenta da heresia cátara. Conta-se que durante o assalto das tropas do rei Felipe II à fortaleza de Montsegur, apareceu no alto da muralha uma figura coberta por uma armadura branca que fez os soldados recuarem, temendo ser um guardião do Graal. Alguns historiadores admitem que, prevendo a derrota, os cátaros emparedaram o Graal em algum dos muros dos numerosos subterrâneos de Montsegur e lá ele estaria até hoje.

A "Mesa de Esmeralda", evocada pelas histórias de fundo cátaro, relaciona-se de maneira óbvia com outra "mesa": a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trimegistos. A partir daí o Graal-pedra cede lugar ao Graal-livro.

O Graal-livro - O Graal-taça é tido como um episódio místico e o Graal-pedra como a matéria do conhecimento cristalizado em uma substância. Já o Graal-livro é a própria tradição primordial, a mensagem escrita. Em José de Arimatéia, Robert de Boron diz que "Jesus Cristo ensinou a José de Arimatéia as palavras secretas que ninguém pode contar nem escrever sem ter lido o Grande Livro no qual elas estão consignadas, as palavras que são pronunciadas no momento da consagração do Graal". De facto, em Le Grand Graal, continuação da obra de Boron por um autor anónimo, o Graal é associado - ou realmente é - um livro escrito por Jesus, o qual a leitura só pode entender - ou iluminar - quem está nas graças de Deus. "As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor". O Graal-livro tem um terrível poder.

Um Graal científico - No Livro da Tradição, no capítulo referente ao Graal, encontramos interessantes referências aos fenómenos desencadeados pelas esmeraldas e por outras pedras verdes. Vale a pena reproduzir um trecho que mostra como encarar um assunto de um ponto de vista religioso, místico ou científico, isoladamente é sempre uma maneira pobre de fazer uma leitura. "Uma descoberta muito recente parece confirmar a hipótese de um Graal possuindo uma realidade a um só tempo sobre os planos espiritual e material, servindo o segundo como um suporte para o primeiro. "Segundo fontes precisas e confidenciais das quais não nos é possível indicar a origem, os astronautas americanos da expedição da Apolo XIV teriam descoberto na Lua amostras da pedra verde. "A análise em laboratório revelou estranhas propriedades entre as quais a de provocar, graças a certas emissões de nêutrons, um minicampo antigravitacional. "As mesmas pedras verdes, chamadas 'pedras de lua' ou 'pedras das feiticeiras', são também encontradas na Escócia (sendo entretanto raras), nas highlands e, segundo a lenda, serviam às feiticeiras para fazer com que elas se deslocassem pelos ares (com que então muitas vezes a realidade supera a ficção!). "As mesmas amostras de rochas verdes estariam engastadas nos alicerces das criptas das catedrais medievais, bem como na abadia do Monte Saint-Michel. A catedral de Colónia desfrutaria dessa particularidade, o que teria feito com que ela se beneficiasse com uma miraculosa protecção por ocasião dos bombardeamentos terríveis que destruíram a cidade em 1944-45 (o campo de força assim criado teria desviado a trajectória das bombas)". É lógico que esta explicação física para o Graal não exclui a existência de um Graal espiritual e místico do qual o objecto material seria o reflexo. Ao final, pergunta-se: qual a natureza do Graal? Cálice, pedra ou livro? Sendo o Graal uma realidade nos planos espiritual, material e humano podemos concebê-lo como "um objecto-pedra (esmeralda) em forma de taça servindo como meio de comunicação entre o céu e a terra segundo um processo descrito e explicado por um livro". Somente homens puros (Percival e Galahad são os arquétipos) poderão servir como ponte e tornarem-se detentores do segredo do Graal que abre caminho aos planos superiores da existência. Esta raça pura, filha da "raça solar", é denominada "raça do Arco" - ou do "arco-íris", porque as cores expressas no prisma solar (também chamado lenço de Íris) são a manifestação física dos diferentes poderes que o homem pode despertar através do Graal. Isso possivelmente só será conseguido no final dos tempos, como encontramos no Apocalipse de João (4:2-3): "Logo fui arrebatado em espírito e vi um trono no céu, no qual Alguém estava sentado. O que estava sentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e de sardônio; e um arco-íris rodeava o trono, semelhante à esmeralda".

José de Arimatéia, um "judeu-cristão".

Robert de Boron conta que os judeus, ao descobrirem José de Arimatéia, prendem-no em uma cela sem janelas onde todos os dias uma pomba se materializa deixando-lhe uma hóstia, seu único alimento durante todo o cárcere, graças ao qual sobrevive. José esconde a taça que Jesus usou na Última Ceia, a mesma que ele próprio usou para recolher o sangue de Cristo antes de colocá-lo na tumba. Ao ser libertado, viaja para a Inglaterra com um grupo de seguidores e funda a Segunda Mesa da Última Ceia, ao redor da qual sentam doze pessoas (conforme a Távola Redonda). No lugar de Cristo é colocado um peixe. O assento de Judas Iscariotes fica vazio e quando alguém tenta ocupá-lo é "devorado pelo lugar" de forma misteriosa. A partir desse momento esse assento é conhecido como a Cadeira Perigosa (mesmo nome do assento da Távola Redonda que também ficava vazio e só poderia ser ocupado pelo "cavaleiro mais virtuoso do mundo". Em algumas versões, é o assento de Lancelot que sempre fica vazio. Lancelot, o mais dedicado cavaleiro, que assim como Judas em relação a Jesus, era o que mais amava Artur e também o que o traiu). José de Arimatéia fundou sua congregação em Glastonbury. No lugar onde teria edificado sua igreja com barro e palha há os restos de uma abadia muito posterior. A mesma onde se diz estarem enterrados Artur e Guinevere e onde estaria o Santo Graal.


[Texto de Autoria desconhecida] 
bem hajam na luz e com a luz

terça-feira, 5 de abril de 2011

LIZ - FÁTIMA Centro de Energia - (Trigueirinho)


Texto muito interessante escrito por Trigueirinho (José Trigueirinho Netto, nascido em 1931, no Brasil) que aborda o tema da caminhada espiritual (e da nossa nação Lusa e da sua missão como povo), mas este trecho especificamente, fala da minha terra de Nascimento (Liz Leiria-Alcobaça) e de adopção, (Zona Fátima-Tomar-Ourém). (Re)confirma assim a noção de que é um centro energético de ligação/Fusão entre a matéria e os seus desejos e o espírito com as suas realizações)
Transcrevo este excerto porque além de corroborar esta "importância" em termos de ligação a esta nossa Terra de Santa Maria é um texto onde "sinto" a Verdade em "doses de entendimento acessível".
Mas nada melhor do que ler...

No decorrer do processo de aproximação à energia do Centro de Lis, pude ir percebendo que cada indivíduo tem a sua específica parcela de colaboração com o Plano Evolutivo. Ainda que em sua grande maioria eles não a cumpram, o Plano vai se realizando da forma que lhe é possível, procurando superar as limitações que lhe são impostas.
Existem tarefas próprias da energia desse Centro que são fundamentais para essa realização, sendo, portanto, especialmente estimuladas pela Hierarquia sempre que surge uma conjuntura favorável, capaz de comportá-las. Essas tarefas dizem respeito aos caminhos que levam ao contacto directo com o espírito, entre os quais estão o místico e o eremítico, bem como o da oração, como meio de divinizar a matéria.

A passagem pelos chamados túneis da escuridão, ou pelo Vazio, é um estágio necessário para o despertar de um contacto verdadeiro, permanente, e que abarque uma realidade mais profunda - seja do próprio núcleo do ser, seja de um Centro intraterreno ou da vida pós-terrestre. Quando a consciência segue pelas escuras trilhas do Vazio, sem as referências e fronteiras que normalmente a vinculam à vida formal, ela pode ampliar-se ao Infinito.

Durante o período em que as experiências ditas místicas manifestam um carácter individual, elas ainda não são realmente místicas. O verdadeiro caminho místico apenas tem início quando a consciência pode ir além dos limites pessoais. O misticismo corresponde à dissolução da vida humana na vida total; é o fruto da união que funde o transitório ao atemporal, o fragmento à Unidade. 

Tudo o que um místico tem a fazer é entregar-se e deixar que a Verdade se faça. Ele sabe que, por maior que seja a obra de suas mãos, ela não lhe pertence. Quanto mais o espírito se engrandece pelo que flui através dos seus canais, mais ele experimenta uma profunda humildade. Já lhe foi dado saber que, onde as raízes da vaidade se alastram, não há lugar para o desenvolvimento da pureza interior.

Enquanto a vida na Terra afunila-se, sufocando os homens nas suas densas carapaças, a totalidade interior absorve os que conseguem se despojar do estado humano. Que outro vínculo une os habitantes do universo entre si senão a Verdade única?

Entretanto, é mais fácil um indivíduo permanecer solitário do que estar verdadeiramente diante do Vazio Interior. A falta de contactos externos pouco tem a ver com a essência de uma vida de total recolhimento. Uma reclusão carregada de compromissos acontece quando o indivíduo que se põe nessas condições ainda não amadureceu o suficiente para reconhecer que a verdadeira solidão é interior, é uma recusa da consciência suprema a estar vinculada a qualquer outro ponto que não seja a Fonte da Vida.

O relacionamento em planos mais subtis da matéria, mesmo sem o contacto externo, cria vínculos fortíssimos, alimenta ilusões e apetites pessoais. O verdadeiro Servidor do Silêncio deve, portanto, se abster de relacionamentos também nesses planos.

Lis-Fátima inspira a vida eremítica, de silêncio e de reclusão, entre outras formas igualmente santificadas. Incute no homem a busca pelo estado de liberdade que lhe possibilitará contactar a Realidade e a ela servir.

O eremita não luta nem sofre por deixar algo; ele sofre quando se deixa prender. Ainda que o silêncio e o recolhimento sejam das rotas mais directas para o encontro com o Propósito da Vida, o real caminho do eremita é não ter caminho; seu destino e sua meta é o Vazio.

Na solidão, ele reconhece a única Presença; na ausência de tudo, recebe o milagre da Plenitude. Abraçando o incognoscível, a Sabedoria desvela-lhe seus segredos; na quietude, unifica-se com todos os homens. Vendo-se afastado de todas as estruturas, sua própria vida torna-se mais simples. Dissolvem-se em seu consciente as complicadas tramas que a vida material criou no decorrer de milénios. Sendo constantemente conduzido ao despojamento e à singeleza, torna-se como uma inocente criança que acaba de chegar ao mundo. Sua beatitude está na ausência de complicações, no contacto com a verdade essencial da vida. Um segundo do seu silêncio tem mais força do que a multidão de palavras que toda a humanidade pronuncia, pois é um silêncio que engloba em si o som de uma existência devotada ao encontro com a Realidade única. 
Seu trabalho em reclusão, cuja ação é invisível, dá frutos que são compartilhados por todos. O eremita assume a entrega como companheira, e sua única estabilidade é saber que o silêncio e a solidão são tudo que possui.

Na simplicidade que brota no coração dos que chegam a viver a essência de uma vida assim recolhida, não há lugar para vanglória, tampouco para sentir-se superior aos seus irmãos. Do mergulho na essencialidade, da comunhão com a vida Interior, o eremita somente sabe que este é o destino que lhe cabe. Ele não busca essa vida para mostrar-se aos olhos do mundo, mas segue-a como o suave deslizar de uma folha que cal da árvore, sem ruído, sem justificativas, sem questionamentos, imperceptivelmente.

Sua identificação com o chamado ao Silêncio não provém da necessidade de se provar auto-suficiente; brota da total consciência de sua condição humana; brota da clareza de que esse chamado o leva a morrer para o mundo, reconhecendo-se como parte de outros Reinos, supra-humanos.

Seu despojamento se estende à vida interior, e assim como os seus pés acolheram com gratidão o deserto externo, ele vive em paz a aridez dos dias de escuridão interna. Sabe que a seara que lhe cabe não é uma colheita fácil, e nem assim o deseja. Sabe que, nessa tarefa, a dúvida e a incerteza serão pedras que estarão constantemente atadas a seus pés; porém, ele aderiu à aridez e à secura de um deserto interior. Sua alegria é encontrada na simplicidade; basta que um raio de sol toque sua fronte e aí está o sentido da vida. Ele assume o silêncio como resposta às perguntas - reafirma em si mesmo o trilhar de uma vida sem respostas, uma vida de fé e inteira entrega ao Desconhecido.

Um eremita não é um ser que se evade do mundo - ele chega à solidão do mesmo modo que a solidão vem a ele: naturalmente. Uma vida de reclusão pode ser o caminho para a realização interior, se o indivíduo a assume sem ilusões; ela pode se tornar, contudo, um trampolim para o desequilíbrio, se ele leva para dentro desse silêncio todo um mundo construído com base em fantasias.

Para assumir um estado eremítico, portanto, a consciência deve estar espiritualmente madura. Ela pouco irá dispor de estruturas externas que a amparem e que lhe sirvam de adaptadores da energia que flui dos planos internos. Deverá ter bases sólidas para suportar a transbordante fluidez que, em torrentes, descerá dos Reinos Interiores, não tanto como elevado deleite, mas como um potencial que, por meio do serviço de redenção da vida humana, deverá chegar à órbita psíquica do planeta.

Se existe um evoluir da solidão, ele se expressa pela dissolvência de estruturas; é o desenvolvimento de um processo que leva o indivíduo a reencontrar o estado primordial do ser.

O eremita não julga os destinos, mas aceita arrancar de si os empecilhos a um estágio superior. Nele não há lugar para a irreverência humana; em seu silêncio liberta-se dos erros pessoais e, sem enfrentar as forças do conflito, opta por viver a mais pura e recta expressão da Lei. Tampouco põe barreiras à vida comunitária, pois, tendo despertado para a consciência da verdade, conscienliza-se de que somente no Amor os homens poderão encontrar a chave para saírem do escuro poço no qual estão imersos.

Na quietude interna, o verdadeiro eremita descobre que sua posição é estar descomprometido com o humano; é sentir-se internamente livre para manifestar aquilo que seus níveis mais profundos lhe indicam, sem temer as reacções externas, próprias ou alheias, e sem render-se ao comodismo; é ser capaz de dar passos que o levarão a estar perdido como homem, mas salvo perante a vida do Espírito.

Um ser assim é um ser liberto, sem pouso nem morada. Reencontrou sua Casa nas profundezas da consciência e fielmente devotou sua vida a esse reencontro. A paz somente poderá implantar-se nesta Terra quando, sem subterfúgios, os homens estiverem diante da própria realidade interna, em reconhecimento à Grandeza do que lhes é ofertado viver.

A Vida Suprema estimula múltiplas expressões da energia e, em sua pureza, ela sempre levará a Criação a aproximar-se do seu destino. Compreendia isso ainda mais profundamente quando a energia de Lis permeava-me e fazia-me ver um facho de Luz que, se distribuía em inúmeros outros raios, em todas as direcções. Embora a energia variasse em cada um daqueles raios e o trajecto percorrido por eles fosse completamente diferente, a Luz era sempre a mesma.

Trigueirinho – “O Ressurgimento de Fátima (Lis)” – Pensamento