Só uma imensa vontade de partilha, para que a todos tudo chegue, me move...tudo o que seja pensado acima desta "fasquia" medida por uma fraqueza humana (EU mesmo) mas confiante na Providência Divina, são meras suposições humanas que eu declino em amor e verdade perante Aquele que "sonda os corações e conhece os pensamentos mais escondidos."


"Sobre os teu muros Jerusalém colocarei sentinelas que dia e noite anunciarão o NOME do SENHOR."


Não faz o obreiro mais do que lhe é devido.


Discípulo do Mestre Jesus Cristo

Servidor do Pai Criador em espírito e verdade

Porque assim quer o PAI que O sirvam

e Adorem

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sábado, 23 de abril de 2011

Anjo de Portugal


O Anjo de Portugal é, até hoje, o único Anjo da Guarda de um país com culto público oficializado e foi o único Anjo da Guarda de uma nação que apareceu aos homens."

* * *




Somos um País privilegiado que muitas vezes nos esquecemos desses privilégios neste cantinho abençoado por Deus e que sempre foi chamado de Terra De Santa Maria

Notícia histórica
"A pedido do rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do «Anjo Custódio do Reino» cujo culto já era antigo em Portugal.
Oficializada a celebração tradicional, Dom Manuel expediu alvarás às Câmaras Municipais a determinar que essas festas em honra do nosso Anjo da Guarda fossem celebradas com a maior solenidade. Na festa do Anjo de Portugal deveriam participar as autoridades e instituições das cidades e vilas além de todo o povo.
Esta celebração manteve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII em que Portugal também manteve o seu esplendor e decaiu no século XIX em que Portugal também decaiu.
Por determinação das Ordenações Manuelinas a festa do Anjo de Portugal era equiparada à festa do Corpo de Deus, já então a maior festa religiosa de Portugal, em que toda a nação afirma a sua Fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
De acordo com o testemunho dos Pastorinhos de Fátima, em 1915 e 1916 o Anjo de Portugal apareceu por diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta sua Terra de Santa Maria e deu aos Pastorinhos a comunhão com o «preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo» como ele próprio declarou.
O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, e manteve-se na diocese de Braga onde se celebrava a 9 de Julho.
No tempo de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada para todo o País e transladada para o dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal fosse também o Dia do Anjo de Portugal.
Da generalizada devoção ao Anjo de Portugal dão fé muitas representações, sendo especialmente notáveis as imagens do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e da charola do convento de Cristo, em Tomar, a pintura da Misericórdia de Évora e a iluminura do «Livro de Horas de Dom Manuel».



Vinde, Anjo de Portugal, livrar a Pátria e os portugueses de todo o mal.




Este vídeo mostra a escultura alusiva ao Anjo de Portugal que foi erigida em memória das vítimas da ponte de Entre-os-Rios.

  
Anjo de Portugal - Sapo Vídeos

segunda-feira, 18 de abril de 2011

É para ti...



Tu…
Que pensas meu querido ou querida que aqui chegas-te? Que tudo te corre mal? Que Eu não estou contigo?...
Como poderia ser uma coisa dessas, meu menino, minha filha,? Com que olhos vês? Com os da carne ou com os da alma? Tu sabes…
Sou UM PAI Imenso.
Ainda que te custe aceitar muitas coisas e alterar o pensamento preconcebido sobre pretensas verdades, que mais não são que um regulador do fluxo dos acontecimentos…e assim tem de ser…pois cada um caminha com os seus próprios passos e com o seu próprio ritmo.
Não te entristeças, pois muitas são as graças de que já gozaste…bem Sei que muito já pesaste nesses ombros…e assim vai sendo. Mas tu próprio te tens em pior conta do que devias. Deixa que Eu farei essas contas em seu devido tempo…………..
Quando se consegue ver para além do que os olhos captam, tudo se torna maior, e mais claro e consequentemente mais complicado, porque abarcar essas certezas ainda na carne tornam-se em dor contínua que vos desgastará o corpo e a mente material.
Poucas são as palavras que consolam esses momentos, mas também que poderias tu construir com essas palavras? É o silêncio melhor amigo do que todas as palavras ditas, porque no silêncio quem te FALA SOU EU.

Espero-te. Sem Me cansar.

A Paciência tudo alcança.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Alfabetos - símbolos de comunicação


A imagem acima é do chamado alfabeto dos Magos.

O Alfabeto dos Magos é uma variante mais moderna do hebraico utilizado na Cabala...esse alfabeto era muito utilizado principalmente em gnose e em rituais de magia cerimonial.

Há ainda mais três outros alfabetos mí­sticos, alem do Hebraico e do Alfabeto dos Magos, todos variações do utilizado na Cabala (o alfabeto hebraico)...
Alfabeto Celestial



A escrita Celestial é o alfabeto hebraico mais antigo. Foi usado pelos hebreus antes do período de exílio na Babilónia (sec. VI a.c.).
Tem 22 consonantes e é escrito da direita para a esquerda. Chamam-lhe alfabeto celestial por, diz a tradição, os seus caracteres terem sido vistos entre os astros do céu, pelos antigos sacerdotes hebreus...
Acerca da cabala hebraica, Agrippa escreveu: "There is also amongst them a writing which they call Celestial, because they show it placed and figured amongst the stars, no otherwise than the other astrologers produce images of signs from the lineaments of stars." Não incluiu qualquer ilustração, nem explicou o significado de tal afirmação.
Felizmente Jacopo Gafareli (1601-1681) também conhecido por Jacques Gaffarel, bibliotecário do Cardeal De Richelieu, escreveu um livro, no qual demonstrou com clareza do que Agrippa estava a falar:
- As letras celestiais têm de ser vistas no contexto actual das estrelas fixas, pois para este efeito não se movem, ou pelo menos não significativamente. O seu movimento, umas em relação ás outras é tão lento que, para o que aqui interessa, não é relevante. Cada letra do alfabeto celestial é uma constelação de estrelas, comparável ás constelações do zodiaco.
- Os nomes retirados das letras celestiais têm influências ocultas das estrelas, o que define a sua forma. Nos tempos antigos, cada uma das estrelas brilhantes fixas, possuiam a sua própria mitologia e significado mágico. Isto era entendido de igual forma na magia persa, sendo que os persas tinham grande renome na astrologia e astronomia. A magia persa associava inumeros significados esotericos ás estrelas.

Alfabeto Hebraico

Deus criou todas as coisas com números, peso e medida. Por isso os cabalistas dizem que cada numero contém um mistério que se refere à Divindade ou a alguma inteligência.
Os antigos rabinos e cabalistas explicavam: a ordem a harmonia e a influência dos céus sobre o mundo pelas 22 letras deste alfabeto.
Cada letra do alfabeto hebraico corresponde a uma ordem de inteligências ou espíritos.
Alfabeto Henochiano
Acerca deste alfabeto, bem o melhor é mesmo, deixar aqui um link:

Na Luz nos movemos


terça-feira, 5 de abril de 2011

E Portugal...ou PORTO GRAAL???


E Portugal...ou melhor PORTO GRAAL já ouviram falar...?? ah pois é  
Então sem mais delongas e atendome a qualquer comentário, seja de critica seja de louvor....


PORTO GRAAL



O Povo dos GALOS é de AGHARTA do Ramo TUAT, saído de DUAT.



Este Ramo único de AGHARTINOS, para exteriorizar-se subdividiu-se no TUATA DE GAEDIL, os GALOS (Celtas) e os TUATA DE DANANDA (Celtas), tendo os primeiro externado por terras de Portugal sob tutela de ORION-SIRIUS e os outros em terras de Irlanda, sob a tutela indicada para os GALOS.



Deste ramo, a Estrela protectora acompanhou a Quinta Sub-Raça Céltica, os Lusos ou Lusitanos, que rumaram tutelados por um dos SUMOS SACERDOTES DO FOGO SAGRADO AGHARTINO, dos V.I.R.I.A.T.O. (Vicário do Ígneo Reino do Antigo Templo e Ordem), pertencente à Ordem Teúrgica dos Serpentes. Conhecido como VIRIATO, defensor dos Segredos Herméticos, Prior ou Pastor dos Montes Hermínios (‘Herméticos’), da Estrela.



Este foi o MANU condutor da Raça, equivalente ao MOISÉS LUSITANO.



O Espírito Tutelar da Nação, o JOEFAL do Quinto Centro, Divindade Pátria, é expresso pelos Reis Santos ou PAIS-MANUS da Raça, os Grandes MAHARAJ (da Hierarquia dos MORYA, Senhores da Vontade-Poder), na linha dos ELRIKE.



ELRIKE externou ‘PORTUGRAL’, ‘Henrique’, o Afonso, Fundador, Pai da Nacionalidade, MANU da Nação, equivale ao Deus da Nação o YHWH.



Mais tarde, ELRIKE volta para a expansão da Nação, em Henrique o Navegador, Senhor que alicerçou o Império Temporal de PORTUGRAL, trabalho este que muito deveu ao Rei da Vontade Lusa, o Consolidador do Poder Temporal, Espiritual, o Filho do Imperador, JHS da Nação, o Rei D. João II.



Sempre o Filho do Imperador tutelou toda a Obra, mesmo Oculto, perenemente ENCOBERTO, SEBASTH, o Filho da Serpente.



Quando o AVATAR do Espírito Santo escolhe PORTUGAL para ampliar a tarefa da Expansão do Conhecimento, o COLUMBUS (POMBO), CRISTOVÃO, após a rejeição de Portugal, prossegue a MISSÃO com CASTELA, porque a acção dos Membros da Hierarquia Contrária dominou a Igreja em Portugal, dificultando a vida ao AVATAR.



Portugal e Hispania, irmanados territorialmente, filhos da mesma Ilha Atlante, a Quinta Ilha e o Quinto Reino, onde reinou IBEZ e se lançou a raiz para o Reino do Imperador, o Quinto e o Sexto Sistema, de que CRISTÓVÃO COLOMBO foi o precursor.



Sempre a rota da Tocha da Iluminação, dos Teúrgicos recônditos AGHARTINOS para a Humanidade Exterior, cumprindo-se o Quinto Chakra Planetário, a abertura e a comunicação entre os Povos, Ponte entre os Reinos Temporal e Espiritual.  



Cumpra-se PORTO GRAAL!






Irmão SOL



PORTUGAL cumpre ser o deserto onde a LUZ está guardada.



Em Portugal, se cumpre a função do Quinto Chakra, a Comunicação. Aqui está o maior Centro Mariano, destinado a ser como uma SHAMBHALLA física externada no mundo, nos próximos tempos, FÁTIMA-LYS.



Em Fátima foi dada a mais importante revelação ao mundo, o segredo de Fátima.



O Povo Luso é Guardião da Mãe, o refúgio seguro para todos os que buscam a PAZ.



Aqui se oculta a Mãe.



De aqui sai para o Mundo a Revelação da Mãe, o Fogo que incendiará os Corações.



De aqui sairá para o Mundo o ceptro de comando que regerá todas as nações (Ap. 12.) pelo Quinto Senhor que é o Primeiro – O Quinto Império –, o Império do Espírito Santo que é o da Mãe.



Na luz nos movemos

sábado, 2 de abril de 2011

Conversas Contigo XXXIV - MATURIDADE


O esforço na direcção da maturidade exige trabalho; e trabalho requer energia. De onde viria o poder para realizar tudo isso? As coisas materiais poderiam ser visualizadas como algo garantido e, pois, o Mestre não disse bem: Nem só de pão vive o homem. Garantida a posse de um corpo normal e com saúde razoavelmente boa, devemos em seguida procurar pelas atracções que actuarão como estímulo para despertar as forças espirituais adormecidas, do homem. Jesus ensinou que Deus vive no homem; então, como podemos induzir os homens a libertar esses poderes, de divindade e de infinitude, de dentro das suas almas? Como induzirmos os homens a libertar Deus de dentro si, para que possa Ele refrescar as nossas próprias almas; e para que, manifestando-se fora de nós, possa, pois, servir ao propósito de iluminar, elevar e abençoar outras incontáveis almas? Como posso eu, da melhor maneira, despertar esses poderes latentes para o bem, que estão adormecidos nas vossas almas? De uma coisa estou seguro: a excitação emocional não é o estímulo espiritual ideal. A excitação não aumenta a energia; antes exaure os poderes, tanto da mente, quanto do corpo. De onde vem então a energia para fazer essas grandes coisas? Vede o vosso Mestre. Ainda agora, ele está longe, nas montanhas, enchendo-se de energias, enquanto nós estamos aqui, gastando energia. O segredo de toda essa questão está guardado na comunhão
espiritual, na adoração. Do ponto de vista humano, é uma questão de combinação entre meditação e relaxamento. A meditação faz o contacto da mente com o espírito; o relaxamento determina a capacidade de receptividade espiritual. E esse intercâmbio, de força por fraqueza, de coragem por medo, da vontade de Deus pela vontade da mente do ego, constitui em si a adoração. Pelo menos, esse é o modo pelo qual o filósofo a vê. Quando são frequentemente repetidas, essas experiências cristalizam-se em hábitos, hábitos de fortalecimento na adoração; tais hábitos formulam certamente, por si mesmos, um carácter espiritual e tal carácter é finalmente reconhecido pelos semelhantes, como o de uma personalidade amadurecida. Essas práticas são difíceis e consomem tempo, no início, mas, quando se tornam habituais, passam a ser, de imediato, restauradoras e permitem poupar tempo. Quanto mais complexa a sociedade se  torna e quanto mais as atracções da civilização se multiplicam, mais urgente se torna a necessidade, dos indivíduos que conhecem a Deus transformar essas práticas protectoras, cada vez mais, em hábitos destinados a conservar e aumentar as suas energias espirituais.  Outro quesito para atingir a maturidade é o ajustamento cooperativo de grupos sociais ao ambiente em contínua mutação. O indivíduo imaturo desperta antagonismos nos seus semelhantes; o homem amadurecido ganha a cooperação, de coração aberto, dos seus amigos, multiplicando em muito, dessa forma, os frutos dos esforços de sua vida. A minha filosofia me diz que há momentos em que devo lutar, se necessário for, em defesa do meu conceito de rectidão, mas não duvido que, com um tipo mais maduro de personalidade, o Mestre ganhasse com facilidade e graça uma vitória igual, por meio da sua técnica superior e cativante, de tacto e tolerância. Muito frequentemente, quando lutamos pelo certo, acontece que ambos, o vitorioso e o vencido são derrotados. Ouvi, ontem mesmo, o Mestre dizer que o homem sábio, ao tentar entrar por uma porta fechada, não destruiria a porta, mas buscaria antes a chave com que a abrir. Não são poucas as vezes em que nós entramos numa luta, simplesmente para nos convencer de que não temos medo. O evangelho do Reino presta um grande serviço à arte da vida, no sentido de apresentar um incentivo novo e mais rico, para uma vida mais elevada. Apresenta uma nova e elevada meta de destino, com um propósito supremo de vida. E esses novos conceitos de uma meta eterna e divina para a existência são, em si mesmos, estímulos transcendentais, que clamam por uma reacção do que há de melhor dentro da melhor natureza do homem. No ponto mais elevado do pensamento intelectual devem ser encontrados: o relaxamento para a mente, a força para a alma e a comunhão para o espírito. Com tantos pontos de vantagem da vida elevada, o homem torna-se capaz de transcender as irritações materiais dos níveis mais baixos de pensamento e preocupação: angústia, ciúme, inveja, vingança e o orgulho da personalidade imatura. Essas almas, que farão altas escaladas, libertam-se a si mesmas dos inúmeros conflitos triviais e comuns da vida, tornando-se assim livres para dedicar as suas consciências às correntes mais elevadas de conceitos espirituais e de comunicação celeste. Contudo, o propósito da vida deve ser guardado zelosamente contra a tentação de realizações passageiras e fáceis de alcançar; da mesma forma deve ser levado avante, o propósito; mas de modo a tornar o homem imune às ameaças desastrosas do fanatismo.
O êxito pode gerar coragem e proporcionar autoconfiança, mas a sabedoria advém somente das experiências de ajustamento dos resultados dos fracassos. Os homens que preferem as ilusões optimistas à realidade nunca se tornam sábios. Somente aqueles que enfrentam de frente os fatos, ajustando-os aos ideais, podem alcançar a sabedoria. A sabedoria inclui tanto os fatos, quanto o ideal e, por conseguinte, salva os seus devotos dos dois extremos estéreis da filosofia o do homem cujo idealismo exclui os fatos, e o do materialista que é desprovido de abertura espiritual. As almas tímidas, que só mantêm a luta pela vida com a ajuda de falsas ilusões continuadas de sucesso, estão fadadas a sofrer fracassos e a experimentar a derrota quando, finalmente, acordarem do mundo de sonhos da sua própria imaginação. E é nesse afã de encarar os insucessos, e de ajustamento à derrota, que a visualização de longa distância, da religião, exerce a sua suprema influência. O malogro é simplesmente um episódio educacional um experimento cultural na aquisição da sabedoria , na experiência do homem que busca a Deus e que embarcou na aventura eterna da exploração de um universo. Para tais homens a derrota não é senão um novo instrumento para a realização de níveis mais elevados de realidade no universo.
A carreira de um homem que busca a Deus pode ser um grande êxito à luz da eternidade, ainda que toda a empresa da vida temporal possa parecer um completo malogro, cada fracasso na vida deve ser colhido como um complemento para se alcançar a cultura da sabedoria e do espírito. Não cometais o erro de confundir conhecimento, cultura e sabedoria. Eles estão relacionados entre si na vida, mas representam valores espirituais bastante diferentes: a sabedoria sempre domina o conhecimento, e sempre glorifica a cultura.

פֵהֵל PeHeLa guardião da religião, moral, e teologia Divina te Saúdo na Paz e na Luz Daquele que tudo realiza e te digo... A Paz do Eterno vos envolva

(como pedido assim é feito)
Bem hajam na luz e com a Luz
P.S. todos os post's que têm por titulo "Conversas Contigo" ou "Conversas no Silêncio" são por mim formatados e inseridos. Esta é a parte que me cabe em reconhecimento de Autoria.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os Vendilhões do Templo II



Porque não basta anunciar nos jornais soluções para tudo, é preciso efectivar na prática. Porque não basta dizer-se professor, mago, ou qualquer outro atributo humano, contrariamente é necessário ser discípulo...do Mestre, Único e incontestável, para nós enquanto carne. Porque não basta acender velas e fazer banhos, se não acendemos a luz interior, e não estamos lavados de crenças e superstições que nos levam a um circulo infindável de acontecimentos que não buscamos conscientemente. Quem diz que ajuda a si se ajuda. Porque se ajudasse, não dizia; Fazia. 
Porque isto não basta apregoar aos outros que amo incondicionalmente, preciso de o fazer efectivamente. 
Não basta dizer que os compreendo, preciso de o fazer efectivamente. 
Não basta disponibilizar a "ajuda" preciso de ajudar efectivamente. 
Porque de palavras estamos todos cheios, é preciso fazer efectivamente. 

Foi só um desabafo...mas no sentido de fazer pensar todos aqueles que dirigem as suas vidas baseados nas "profecias" alheias... 
Nem sempre sabemos como agir, e só mesmo o saber que nada posso e nada faço, se essa não for a vontade Daquele que me conforta e impele, não teria a ousadia de pretender prestar qualquer tipo de esclarecimento ou auxilio nestas questões místicas e espirituais, (o meu "foro" é estritamente espiritual, porque todo o resto que concerne à nossa realização terrena dependerá da nossa conduta individual e social, contrariamente o que apregoam todos os "vendedores de fortuna") mas a confiança inquebrável e a fé profunda são os alicerces de uma vontade que se sobrepõe a tudo o que eu possa achar que faço ou que sou. É muito duro quando percebemos que a nossa prestação com o amor que o Senhor ensina, não resolve e não ajuda...aqueles que estão mais perto. E que pouco podemos nós adiantar nessa caminhada a esses que insistem ficar presos no quadrado muito arranjado e confortável que lhes propuseram...e o que dói ainda mais é que não se deram ao trabalho sequer de "entender" esse bonito "quadrado" e torná-lo seu... No fundo nem no que acreditam é seu...pois é algo que lhes foi proposto durante a vida e nem procuram conhecer a sua proveniência. 
Mas nunca ninguém disse que seria um caminho fácil... 



Em silêncio hoje, "grito" estas palavras que o meu coração sente...mas já incluindo a resposta sempre certa e presente Daquele que me conforta. 
"É quando sou fraco que me torno forte..." 



1. A alma: Senhor, bendito seja para sempre o vosso nome! Pois quisestes que me sobreviesse esta tentação e este trabalho. Não lhes posso fugir, mas tenho necessidade de recorrer a vós, para que me ajudeis e tudo convertais em meu proveito. Eis-me, Senhor, na tribulação, com o coração aflito; e quanto me atormenta o presente sofrimento. Pois que direi eu agora, Pai amantíssimo? Apertado estou entre angústias: “Salvai-me nesta hora. Veio sobre mim este transe, só para que vós fôsseis glorificado (Jo 12,17), quando eu estivesse muito abatido e fosse por vós livrado”. “Dignai-vos, Senhor, livrar-me” (Sl 39,14); pois, pobre de mim, que farei e aonde irei, sem Vós? Dai-me, Senhor, paciência ainda por esta vez. Socorrei-me, Deus meu, e não temerei, por mais que seja atribulado. (...) 



1. JESUS: Filho, eu sou o Senhor, que te conforta no dia da tribulação (Na 1,7). Vem a mim quando te achares aflito. O que mais te impede de receber a consolação é que tarde recorres à oração. Antes que ores com atenção, procuras consolar-te, recreando-te com vários divertimentos exteriores. Daqui vem que pouco proveito tiras de tudo, até que conheças que sou eu quem salva do perigo os que em mim esperam, e que fora de mim não há auxílio valioso, nem conselho útil, nem remédio durável. Uma vez, porém, que recobraste alento depois da tempestade, procura readquirir forças à luz das minhas misericórdias; pois estou perto, diz o Senhor, para tudo restaurar, não só com integridade, mas também com abundância e profusão. 



2. Porventura há para mim alguma coisa dificultosa (Jer 32,37), ou sou semelhante àqueles que dizem e não fazem? Onde está a tua fé? Tem firmeza e segurança! Mostra-te corajoso e magnânimo, e a seu tempo te virá a consolação. Espera por mim, espera! eu virei e te curarei. É tentação o que te atormenta, é temor vão o que te assusta. Que ganhas com a solicitude de um futuro contingente, senão que tenhas tristeza sobre tristeza? A cada dia basta seu fardo (Mt 6,34). Coisa vã e inútil é entristecer-se ou regozijar-se com as coisas futuras, que talvez nunca venham a realizar-se. 



3. É próprio do homem deixar-se iludir por tais imaginações, mas é sinal de pouco ânimo ceder tão facilmente às sugestões do inimigo. A ele pouco importa se é por meios verdadeiros ou falsos que te seduz e engana, se é com amor dos bens presentes, ou com o temor dos males futuros que te deita a perder. “Não se perturbe, pois, teu coração, nem se amedronte” (Jo 14,27). Crê em mim, e tem confiança em minha misericórdia. Quando te julgas muito longe de mim, mais perto estou, às vezes, de ti. Quando pensas que está tudo quase perdido, muitas vezes está próxima a ocasião de granjeares maior merecimento. Nem tudo está perdido, por te acontecer alguma contrariedade. Não julgues pela impressão do momento, nem te aflijas com qualquer tribulação, venha donde vier, como se não houvesse esperança de remédio. 



4. Não te julgues inteiramente desamparado, ainda quando, de tempos a tempos, te mando alguma tribulação ou te privo de alguma consolação desejada; porque é este o caminho por onde se vai ao reino dos céus. E isto, sem dúvida, convém mais a ti e a todos os meus servos, serdes exercitados nas adversidades, do que se tudo vos sucedesse à vossa vontade. Eu conheço os pensamentos escondidos, e sei que muito importa à tua salvação seres, às vezes, privado de toda consolação espiritual, para que não te exalte o bom progresso e te desvaneças do que não és. O que dei posso tirar, e dar de novo, quando me aprouver. 



5. É sempre meu o que dou, e quando o tiro; não tomo coisa tua, pois “de mim procede qualquer dádiva boa de todo dom perfeito” (Tg 1,17). Se eu te enviar qualquer pena ou contrariedade, não te revoltes nem desfaleça teu coração; eu posso num momento aliviar-te e transformar tua mágoa em alegria. Todavia, procedendo eu assim para contigo, sou justo e digno de louvor. 



6. Se reflectires bem e julgares as coisas segundo a verdade, não deves afligir-te tanto com a adversidade, nem desanimar, mas, ao contrário, alegrar-te e dar-me graças. Até deve ser tua única alegria que eu te aflija com dores, sem poupar-te. Assim como meu Pai me amou, também eu vos amo a vós (Jo 15,19), disse eu a meus dilectos discípulos, e, entretanto, não os enviei às delícias temporais, mas às grandes pelejas, não às honras, mas aos desprezos, não aos passatempos, mas sim a produzir fruto copioso na paciência. Meu filho, lembra-te bem destas palavras. 



Cap 29/ 30 I. de Cristo 
Bem hajam na luz e com a LUZ 

sábado, 19 de março de 2011

Apócrifo - ORAÇÃO DE MANASSÉS


Esta oração encontra-se nas Bíblias gregas e eslavas, mas não faz parte do cânon católico, razão porque foi colocada - tardiamente - em separado, em apêndice, na Vulgata latina. A oração é certamente de origem judaica e imita os salmos penitenciais. O autor, desconhecido, utilizou-se do grego e escreveu a oração provavelmente entre os séculos II ou I aC, possivelmente no Egipto. Existem antigas traduções também em siríaco, armênio e árabe.
Tal oração teria sido pronunciada por ocasião da conversão do ímpio Manassés, o mesmo que é focado no segundo livro das Crônicas. Talvez por isso, a parte introdutória segue de perto 2Cron. 23,11-14.

Alocução

1 Ó Senhor onipotente, Deus de nossos pais, de Abraão, Isaac e Jacob, e de toda a sua descendência de justos;
2 Tu que criaste os céus e a terra, com tudo o que neles existe;
3 que acorrentaste o mar com a tua palavra forte, que confinaste o abismo, selando-o com teu Nome terrível e glorioso;
4 pelo qual se abalam todas as coisas, tremendo perante teu poder;
5 ninguém pode sustentar o esplendor da tua glória, e a tua ira contra os pecadores é insuportável,
6 embora sem medidas e sem limites é a tua misericórdia prometida;
7 Tu és o Senhor das Alturas, de imensa compaixão, grande tolerância e gigantesca misericórdia; demonstras piedade com o sofrimento humano! Ó Senhor, conforme tua imensa bondade, prometeste penitência e perdão àqueles que pecaram contra Ti, e na clemência sem conta apontaste a penitência aos pecadores para que pudessem ser salvos.

Confissão dos Pecados

8 Assim, Senhor, Deus dos justos, não apontaste penitência para os justos, para Abraão, Isaac e
Jacob, que não pecaram contra Ti, mas apontaste penitência para mim, que sou pecador.
9 Os pecados que cometi são superiores aos grãos de areia do mar; minhas transgressões são múltiplas, ó Senhor: elas se multiplicaram! Não sou digno de levantar os olhos para os céus em razão da multidão de minhas iniquidades.
10 Estou sobrecarregado com pesadas correntes de ferro; fui rejeitado em razão dos meus pecados, e não recebo consolo por ter provocado a tua ira e ter feito aquilo que é mau perante os teus olhos, realizando coisas abomináveis e multiplicando as ofensas.

Pedido de Perdão

11 Agora eu dobro os joelhos do meu coração e imploro a tua amizade.
12 Eu pequei, Senhor! Eu pequei, e reconheço as minhas transgressões.
13a Ardentemente eu te imploro: perdoa-me, Senhor! Perdoa-me! Não me  destruas nas minhas transgressões! Não te zangues comigo para sempre, nem guardes o mal para mim! Não me condenes às profundezas da terra!

Agradecimento

13b Tu és, Senhor, o Deus daqueles que se arrependem,
14 e em mim manifestarás a tua bondade; pois, miserável como sou, tu me salvarás por tua grande misericórdia,
15 e eu irei orar a Ti incessantemente por todos os dias da minha vida. Pois toda a milícia celeste proclamam a tua honra e tua é a glória para sempre. 
Amém.

Na LUX nos movemos...
Perdão Senhor, embora bem-intencionado e cheio de boa vontade, nem sempre acertei no meu relacionamento humano…
Eu queria ser flor… e fui espinho.
Queria ser um sorriso… e fui mágoa.
Queria ser LUZ… e fui trevas.
Queria ser estrela… e fui eclipse.
Queria ser contentamento… e fui tristeza.
Queria ser amigo…e fui adversário.
Queria ser força… e fui fraqueza.
Queria ser o amanhã… e fui o ontem.
Queria ser paz…e e fui guerra.
Queria ser vida… e fui morte.
Queria ser sol… e fui escuridão.
Queria ser calma… e fui tumulto.
Queria ser carinho… e fui rudeza.
Queria ser sobrenatural… e fui terreno.
Queria ser lenitivo… e fui flagelo.
Queria ser AMOR… e fui decepção.
Recebe Senhor, na Tua Misericórdia e Perdão infinito, o gosto amargo e contrito desta oração.
(P.B. Schneider)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Conversas Contigo XXXII - NÍVEIS DE REALIDADE NO UNIVERSO


Não é suficiente que o mortal ascendente deva saber alguma coisa sobre as relações da Deidade com a génese e as manifestações da realidade cósmica; ele deveria também compreender alguma coisa das relações existentes entre ele próprio e os inúmeros níveis das realidades existenciais e experienciais, das realidades potenciais e factuais. A orientação terrestre do homem, o seu discernimento cósmico e o seu direccionamento espiritual, todos são elevados por uma compreensão melhor das realidades do universo e das suas técnicas de interassociação, integração e unificação.
O grande universo actual e o universo-mestre que está surgindo são feitos de muitas formas e fases de realidade, as quais, por sua vez, existem em vários níveis de actividade funcional. Esses níveis de realidade são símbolos do compromisso de conveniência da idade actual do universo e da perspectiva dos mortais. Há um sem número de outros modos de ver a realidade, que não o da perspectiva mortal e do ponto de vista de outras idades do universo. Assim, deveria ser reconhecido que os conceitos aqui apresentados são inteiramente relativos, e relativos no sentido de serem condicionados e orientados:

1. Pelas limitações da linguagem dos mortais.
2. Pelas limitações da mente mortal.
3. Pelo desenvolvimento limitado dos sete superuniversos.
4. Pela vossa ignorância dos seis propósitos primordiais do desenvolvimento do superuniverso, no que não é pertinente à ascensão dos mortais ao Paraíso.
5. Pela vossa incapacidade de compreender um ponto de vista da eternidade, ainda que este seja parcial.
6. Pela impossibilidade de retratar a evolução cósmica e o destino com relação a todas as idades do universo, e não apenas com respeito à idade presente do desdobrar evolucionário dos sete superuniversos.
7. Pela incapacidade que qualquer criatura tem de captar o que realmente significam os preexistênciais, ou os pós-experienciais – aquilo que se situa antes dos começos e depois dos destinos.

Essas são algumas das limitações que encontramos, ao tentar apresentar um conceito unificado do crescimento cósmico das coisas, dos significados e dos valores e das suas sínteses, em níveis sempre ascendentes de realidade.

 פֵהֵל PeHeLa guardião da religião, moral, e teologia Divina te Saúdo na Paz e na Luz Daquele que tudo realiza e te digo... A Paz do Eterno vos envolva

(como pedido assim é feito)
Bem hajam na luz e com a Luz
P.S. todos os post's que têm por titulo "Conversas Contigo" ou "Conversas no Silêncio" são por mim formatados e inseridos. Esta é a parte que me cabe em reconhecimento de Autoria.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Caminho do Meio - Caminho Final (Completo)


Embora este caminho não seja exclusivo da "doutrina" Budista, é a forma mais fácil de entender o caminho do meio porque muito bem apreendido pela “sabedoria” budista
Sendo várias vezes referido, pelas várias vertentes esotéricas, e aplicado por todas elas é sem duvida conhecido pelo “caminho Final” ...porque é um caminho que se procura sem nos apercebermos que o fazemos e que se dá a conhecer por si mesmo...
Caminho do Meio (Madhyama Pratipad, em sânscrito) é uma tradicional expressão budista que procura, de um modo sucinto, apontar o rumo àqueles que se propõem a dar seus primeiros passos em direção à sabedoria ou, pelo menos, ao alívio de seus conflitos. 
É uma das imagens que brotam espontaneamente na alma sempre que ela é atormentada pelo Conflito dos Opostos, vale dizer, conflito de desejos ou necessidades que aparecem como absolutamente excludentes. É uma metáfora, uma das imagens recorrentes em todas as épocas e culturas sob as mais diversas formas e denominações, pois que representa um poderoso determinante da alma humana: o arquétipo da União (Conjunctio) especificamente a União de Opostos (Conjunctio Oppositorum, como diziam os alquimistas, em latim), a mais radical das uniões.
Digo a mais radical porque os opostos não se justapõem ou se mesclam simplesmente, como bananas num cacho ou tintas numa palheta de pintor, nem se deixam reduzir um ao outro por submissão violenta ou a golpes de raciocínios bem intencionados. Os opostos são o que são: opostos. Mas quando somos pegos pelo calor do embate que eles travam em nossa alma, imediatamente o arquétipo de União é ativado (tenhamos ou não consciência dele) lançando-nos à estranha aventura de reconciliar o irreconciliável. Tal aventura é inescapável pois que significa, se não a cura, ao menos alívio para um intenso sofrimento. O arquétipo activado traz esperança de calma, ordem no caos, inspira nobres ideais, mostra agora um pouco de felicidade ou a promete para um futuro próximo, alimenta utopias, fascina, alenta, convida a alma a não desesperar-se, encoraja-a a prosseguir entre as dificuldades. No entanto, ele também se manifesta por dúvidas, inseguranças, culpas, remorsos, depressões, ansiedades, estresses, e que tais.
E, também, por uma estranha teimosia que parece realimentar o processo de sofrimento. Mas não. É aquela aventura, também estranha, que exige as teimosias, obsessões, persistências, certezas, paranóias, manias, indiferenças, preconceitos, e outras coisas mais, para que nos mantenhamos no caminho e não percamos o rumo. Assim, talvez, possamos perceber algum sentido em meio a tanto sofrimento e... talvez, vislumbrar o alívio. As margens de um caminho não são opostas por si mesmas, tornam-se opostas em função do ponto de vista do caminhante. O lado direito e o esquerdo são os do caminhante, não os do caminho. Vale dizer, os da alma do caminhante, que facilmente projeta neles suas tensões em conflito. E é bom que o faça, pois a metáfora do caminho traz consigo diagnósticos e esperanças de transformação. Senão, vejamos: o lado direito e o esquerdo fazem às vezes de lados bom e mau, certo e errado, reto e torto, claro e escuro, consciente e inconsciente, esposa e amante, etc. No caminho se vai para frente ou para trás, se progride ou regride, há futuro e passado, se tem rumo ou se está perdido, ele está impedido ou desimpedido, os obstáculos são fáceis de serem transpostos ou muito difíceis, ele é perigoso ou nem tanto, se estamos só ou acompanhados, se nos ajudam ou não, se aguardamos a próxima curva, a próxima vila, ou se voltamos já. E será ainda possível o retorno? E a bifurcação? E a decisão numa encruzilhada? Muitas estórias... Espelhos onde a alma se reflita, se veja, reflita e se retoque.
Os opostos só existem na alma. Quando os lados direito e esquerdo de um caminho voltarem a ser apenas os lados direito e esquerdo de um caminho, então o caminhante estará em paz. E o arquétipo de União terá cumprido o seu desígnio. Caminho do Meio é uma expressão que sugere evitar os caminhos extremos, cuidado, consideração aos dois lados da questão, atenção. Isso lembra os gregos. 
Os gregos antigos ensinavam a temperança, a prudência, o bom senso, a moderação, a modéstia como um estado de espírito calmo e são (Sophrosyne). Esta era uma virtude que se contrapunha à Hybris que significava o contrário: desmedida, excesso, orgulho, insolência, impetuosidade, desenfreio, ultraje, insulto, desespero... violência! Nada em excesso, recomendavam seus mestres, contando maravilhosas estórias de homens e heróis castigados pelos deuses por conta de seus excessos. Observa-se um benefício simples e ancestral da arte de unir opostos (é uma arte!) contemplando, por exemplo, a tensão de um arco retesado prestes a lançar a sua flecha (criada pela aproximação das duas extremidades “opostas” da haste de madeira unidas por um cordel) e a perícia do atirador em acertar o seu alvo (nem para cima demais ou para baixo, nem demais para a direita ou a esquerda). Outro exemplo ainda mais simples e mais ancestral ainda: o homem, a mulher, e seus filhos. Observemos também os cuidados de afinação das cordas de um instrumento musical: não podem ser frouxas ou tensas demais. Esta foi exatamente a imagem que Buda usou ao tentar mostrar aos seus cinco ex-companheiros de rígido ascetismo que o corpo (e a mente) não deve ser agradado ou desagradado em excesso. É preciso encontrar o Caminho do Meio. O caminho do Meio é conhecido na tradição budista como a Quarta Nobre Verdade, vejamos rapidamente as outras três:
A Primeira -- duhkha aryasatya (nobre verdade sobre a dor) -- anuncia que todos os seres vivos sofrem. Sofrem quando nascem, sofrem quando envelhecem, sofrem quando adoecem, sofrem quando morrem. Sofrem quando não se unem àqueles que amam ou se unem àqueles que odeiam, e sofrem quando deles se separam. Sofrem quando não conseguem realizar os seus desejos. Sofremos, metidos todos que estamos numa realidade que se transforma incessantemente. Insatisfação sem fim. A impossibilidade do descanso garantido. Só a insegurança não passa: o meu mundo não permanece, o meu corpo não permanece, eu mesmo não permaneço. A Segunda – duhkha samudaya aryasatya (nobre verdade sobre a origem da dor) -- denuncia o desejo, a sede (trishna) de existir, de viver, sede de prazer, sede de poder, como a causa de todo o sofrimento. Desejamos a permanência do nosso mundo, do nosso corpo e de nós mesmos. Desejamos não só a permanência como ampliá-la, protegê-la. Estamos apegados a umas tantas coisas que temos por essenciais ou agradáveis que lutamos todo o tempo para que elas não se vão. Mas elas se vão. Mais cedo ou mais tarde, e não se deixam conservar. O desejo se reproduz, vai de um a outro, e nos lança numa interminável corrente de dor: desejo de ser isto e de não ser aquilo, desejo de prazer e de não sofrer, de permanecer, não morrer. O desejo é a fonte de toda a ilusão, que por sua vez reforça o desejo, num ciclo vicioso infernal. O desejo alimenta a noção ilusória de um “eu” permanente e substancial que é “quem” sofre. É o suporte da dor, e a ela dá continuidade.
O desejo se acende e arde nas duas paixões que se opõem: o amor e o ódio, e se alucina com a própria ilusão que produz! -- O amor, desejo ardente de união (raga), representado no imaginário budista por um galo, ou uma pomba -- O ódio, desejo ardente de repulsão (dvesha), representado por uma serpente. -- A ilusão, desejo ardente de não saber (avidya), ignorância, indiferença, preguiça, indiferenciação, inconsciência, indiscriminação, loucura, confusão (moha), representada por um porco, é o desejo de dissipação, que de tão dissipado já, pode nem mais aparecer como desejo. Atração, Repulsão e Indiferença – dois caminhos opostos e um pseudo caminho do meio -- são os chamados Três Venenos, Os Três Males.
A sede de existir, de viver, que começa e continua em ilusão, engano e dor, recomeça incessantemente a sua sina através dos sucessivos ciclos de renascimentos.
A Terceira – duhkha nirodha aryasatya (nobre verdade sobre a cessação da dor) -- prenuncia a libertação do sofrimento, o alívio da dor: se não nos apegarmos ao mundo, ao corpo e a nós mesmos, então não sofreremos jamais! Extinguindo o desejo faremos cessar a dor. Extinção do desejo, do apego, da sede de existir, do “eu”, do ciclo de renascimentos, da ilusão, enfim. Quando a chama se extingue, quando se foi o último alento, quando já não houver mais o sopro, ex- (nir) soprado, (vana) -- apagado de um sopro -- expirado (nirvana) estará o prazo da chama, do pavio, da vela. Extinguiu-se o incenso. Não há mais ações (karma) que exijam ter continuidade ou desejo de as ter. 
Elimine-se a causa que desaparecerá o efeito. Lógico e simples, não é mesmo? Lógico e simples demais... Na prática, porém, muito provavelmente porque não somos Budas, seja talvez impossível andarmos assim tão desapegados pela existência a ponto de não sofrermos nem ao menos um tiquinho. Mas também não precisamos e nem devemos nos exigir tanto, pois seria um excesso, e paradoxalmente estaríamos alimentando um desejo, ficaríamos apegados a uma mera idéia, mesmo que ela seja uma idéia tão nobre. A vida concreta e cotidiana é, muitas vezes, mais generosa que a mente abstrata dos filósofos e sacerdotes em sua demanda das coisas absolutas. Se conseguirmos sofrer bem menos e esse sofrimento não nos afastar do caminho, já está muito bem.

Resumindo
Primeira Nobre Verdade – Todos os seres sofrem.
Segunda Nobre Verdade – A causa do sofrimento é o desejo
Terceira Nobre Verdade – A cessação do desejo faz cessar o sofrimento.
Quarta Nobre Verdade – O Caminho do Meio faz cessar o desejo.



Ao contrário da nossa compulsão de viver, de ser, de ter, do nosso medo e pânico a respeito da morte, o budismo propõe a extinção, não a teme, almeja-a. Mas essa extinção não é, simplesmente, a morte do corpo, que é uma das formas materiais (rupa) e que é muito fácil de acontecer, mas também a morte da alma, como podemos entender a palavra sânscrita para nome (naman), o que, para os budistas, é muito mais difícil de acontecer. s significa o conjunto das cinco sensações (vedana), provenientes dos cinco órgãos voltados para fora, ou instrumentos do exterior (bahir-karana) – olho, nariz, ouvido, língua, pele; as representações mentais dessas sensações, ou percepções (samjna); as conscientizações dessas percepções (vijnana); e a assim chamada mente, considerada um sexto órgão de conscientização, voltado para dentro, ou instrumento do interior (antar-karanam), formada pela atenção seletiva ou “intelecto” (manas), a atividade do ego (ahankara), o discernimento (buddhi). Em suma, características que configuram o que conhecemos por psique, alma. 
A extinção do conjunto de nomes-e-formas (namarupa), a unidade psicossomática, alma-e-corpo, se dá ao longo de um caminho que pode durar muitas vidas, tantas quantas forem necessárias até que o não-saber (avidya), a ignorância, a escuridão, o sono, o sonho, a ilusão, cesse e ceda lugar à sabedoria (vidya), deixe surgir a iluminação (boddhi) .
Caminhar pelo Meio é, pois, a arte de ir-se eliminando apegos pela vida a fora, e vida a dentro. É procurar não sofrer e não fazer sofrer. É procurar não estar enlaçado a uma coisa nem a seu oposto. É escorrer, fluir como água entre uma margem e a outra. Mesmo que as águas fluam com excessiva rapidez e esbarranquem as margens que a contêm, observe, sofra, mas tenha calma, não se desespere, espere, não há pressa. Atenção para uma importantíssima diferença: 
Caminho do Meio não é o mesmo que caminho medíocre.
Não é cinzento, sombrio ou morno. Ele cheira e fede. Vão nele as Marias-sem-as-outras.
Não é atalho para hipócritas, nem o refúgio de ambíguos. Estes, e os confusos, perdem-se nele logo à vista da primeira encruzilhada.
Passar entre dois extremos não é o mesmo que evitar os extremos. As águas de um rio não evitam as suas margens, ao contrário, apoiam-se nelas! Um trem não evita os trilhos que lhe dão o rumo. Pelo Caminho do Meio sobe-se às mais altas montanhas e se desce aos vales mais profundos. Por ele se vai ao céu e ao inferno. 
É a coluna central, flexível como a da serpente, que se comunica com todas os aspectos da tragédia humana. É o fio da meada. Nele, há calor e frio. Macho e fêmea. Há fraqueza e força. Espírito e matéria. Tudo e nada. Há vida e há morte. Nele, somos tolos e sábios, inteiramente luz e inteiramente treva. Não há meio-a-meio, é isto tudo e mais tudo aquilo. É inteiro e completo como a natureza é. O Caminho do Meio tem os extremos. O caminho medíocre teme os extremos.
Não há como confundi-los: a virtude da temperança inclui temperos, temperaturas, não é insensível nem insípida, é plena de sabores, comporta mil saberes. Provar, conhecer o sabor, é saber. Saborear é o ofício do sábio. Uma outra distinção merece ser feita:
Caminho do Meio não é o mesmo que meio do caminho.
Ele não nos leva a lugar algum. Na verdade, não é um caminho por onde se passe para chegar a um outro lugar mais distante, é um caminho onde se chega. Estar nele, caminhando, é já ter chegado. Estamos sempre no meio do caminho quando estamos sempre evitando alguma situação e ansiando por alguma outra. Um lugar lá atrás, um outro mais lá na frente. Sempre alguma coisa no passado e sempre alguma outra no futuro. Assim, estamos sempre no meio... Observem, agora, esta passagem subtil: ESTAMOS SEMPRE NO MEIO.
Perceber que sempre estamos no meio do caminho, que sempre estivemos e estaremos sempre, é entrar no Caminho do Meio. Um caminho que, se podemos dizer conduza a algum lugar, conduz a ele próprio. Algo assim como caminhar tranqüilo na intimidade da própria casa.
Um caminho o mais reto possível que nos leve o mais rapidamente possível a algum lugar distante e exótico, para fora ou para dentro de nós, e ainda para mais além dos nossos mesquinhos problemas e insatisfações, não é o Caminho do Meio, embora seja exatamente assim que uma quantidade enorme de budófilos (os apegados ao Buda) o compreenda.
Qualquer caminho leva a todos os outros caminhos, o que vale dizer que levam todos a si mesmos, a diferença está no jeito com que se caminha. 
O viajante estará perdido se tentar encontrar algo diferente de si mesmo, já que na verdade, é só o que ele encontra constantemente.
Um budista senta-se à sombra de uma árvore e descansa. Descansa de si mesmo, em si mesmo. Ao reiniciar sua caminhada caminhará sentado, sabendo que por mais longe ele chegue, por mais que ande, estará sempre ali, chegado. Tornará sempre a si mesmo, àquele mesmo descanso, à sombra mesma daquela árvore.
Ora, um caminho que nos traz de volta sempre ao mesmo ponto, certamente não é um caminho reto, mas de natureza curva, circular.
Caminhar em círculos, eternamente, sem chegar a parte alguma, parece coisa de louco, ou pelo menos de alguém completamente perdido. E é mesmo. Mas é isso o que fazemos normalmente, sem o saber, agarrando-nos a objetivos provisórios aos quais conferimos valor perene: uma profissão, um cargo público, um casamento, um filho, uma conta no banco, uma religião, um amor, um ideal político... Nos enganamos assim, e sofremos muito quando o que parecia eterno se esvai impiedosamente diante dos nossos olhos incrédulos. 
Quando sabemos disso, quando sentimos seu gosto, seu estranho sabor, então já não é mais possível crer em metas ilusórias tendo-as por verdadeiras. Imediatamente já não estamos mais na periferia de nós mesmos, mas chegados a uma espécie de Centro surgido inesperadamente do nada (ou do tudo) que nós somos.
Caminho do Meio é o caminho do Centro. 
Nele encontram-se todos os extremos. Nele todos os extremos se apoiam. Dele jorram todas as diferenças. Aqui já não há (ou ainda não há) a terrível luta entre os opostos. Estes, no Centro, de alguma forma, se ajeitam por si mesmos.
Um bicho acuado entre dois monstrengos pode, no máximo, escapar com alguma habilidade, fazer algum tipo de malabarismo, algum equilibrismo, ser hábil, esperto -- o que é bom -- mas não propriamente um sábio, um Desperto (Buddha). Não escapará de si mesmo, e tornará a encontrar os monstrengos, até cansar ( e descansar) no Centro...

O Caminho do Meio é representado no budismo por uma roda de carroça com oito raios e um centro vazio. Os oito raios, que se “opõem” entre si, representam os oito caminhos principais (é infinito o número de oposições possíveis) que ligam a periferia da roda ao seu centro. Por isso o Caminho do Meio é também chamado de O Nobre Caminho Óctuplo (aryastangamarga).
Imaginemos que estamos todos amarrados a uma enorme roda de carroça em movimento; que tentamos faze-la parar quando chegamos no alto, aliviados da dor, e sentindo prazer mesmo que saibamos que outros de nós, lá embaixo, no extremo oposto, estraçalham-se em sofrimentos e desejam com ardor que a roda se mova.
Imaginemos que essa roda não pára nunca e, em breve, voltará a nossa vez de suportarmos o alívio dos outros, e o peso dessa lei inexorável.
Se não tentamos nos enganar, e aos outros, veremos cruamente que é mesmo aí onde estamos metidos e daí não se sai fácil, não se sai falso. 
Ser verdadeiro é muito difícil pois embora sendo esta uma grande virtude, o que ela expõe aos olhos da consciência costuma ser muito assustador, mormente aquela dança macabra que é o drama oculto no majestoso girar da Roda da Existência, Roda da Vida, ou Roda do Vir-a-Ser (Bhavachakra).

Encontrar um jeito de ser o que se é mesmo. Eis nossa tarefa! Ser autêntico da melhor forma possível. Estar no centro das próprias contradições, revelá-las, deixar que elas tramem alguma arte.
O que há de comum em cada um dos oito caminhos é exatamente a autenticidade. Na verdade, os oito caminhos são um só: ser próprio, não imitar, ser igual a si mesmo, autêntico. Não se trata de obedecer a um código de regras prefixadas em busca do comportamento perfeito.

A palavra sânscrita samiak e a sua equivalente páli samma significa algo como “completo em si mesmo” e pode ser traduzida nas línguas ocidentais por right, richt, proper, perfect, certo, direto, direito, reto, correto, pleno, perfeito, próprio, completo, inteiro, integral, puro, verdadeiro, autêntico, etc. Com exceção dos adjetivos reto, certo, direto, direito (right, richt) – que sintomaticamente revelam a compulsiva impaciência ocidental para tratar das questões da alma – os demais têm uma conotação mais próxima do sentido original, mais rotunda, mais cheia, plena de suas partes.
Eu prefiro autêntico, porque esta palavra, embora seja também muito mal usada e compreendida, pois parece justificar quaisquer ações, palavras ou pensamentos, é a que reclama mais atenção para o que se faça, fale ou pense. Portanto, exige mais responsabilidade. O que fazemos espontaneamente pode ser bom ou muito ruim para nós mesmos e para os outros. Depende do que se tem na alma. 
A atenção dilui os impulsos nefastos e... concentra-se (junta suas partes no centro).
Se somos autênticos, por qualquer dos caminhos chega-se ao centro, e de lá a todos os outros, rapidamente. Abaixo seguem os oito caminhos, em sânscrito, com a tradução que me parece a mais adequada e algumas outras possibilidades; entre aspas o sentido aproximado de algumas palavras sânscritas; e em itálico a tradução para o inglês.

1º- Compreensão autêntica (samyag drishti) – concepção, visão, view
2º- Decisão autêntica (samyak samkalpa) – determinação, resolução, resolve
3º- Fala autêntica (samyag vak) – “palavra”, discurso, linguagem, speech.
4º- Conduta autêntica (samyak karmanta) – “ações”, action.
5º- Sustento autêntico (samyak ajiva) – “enquanto se vive”, meio/modo de vida, trabalho, livelihood.
6º- Empenho autêntico (samyag vyayama) – aplicação, esforço, effort.
7º- Atenção autêntica (samyak smirti) – mindfulness.
8º- Contemplação autêntica (samyak samadhi) – “absorção”, fixação, meditação, concentration.

Compreender, decidir, falar, agir, sustentar-se, empenhar-se, prestar atenção (ouvir), contemplar. Autenticamente. Isto é, sem fingir.
Até mesmo o fingir pode ser autêntico, e quando o é, podemos nos perceber artistas. 
Tais caminhos por serem autênticos, verdadeiramente não se opõem. Mas não só esses oito, mostrados desde o início pela tradição budista. Se autêntico, podemos acrescentar: caminhar, tomar chá, lutar, comer, plantar, cozinhar, enfeitar, vestir-se, fazer amor, conversar, cantar, dançar, pintar, sofrer, morrer... e tudo o mais.
Nada podemos fazer para sermos autênticos. Imagine uma girafa esforçando-se para ser girafa. Não há normas para o Caminho do Meio, nem mesmo esta. Com as normas podemos apenas criar um personagem qualquer, que possa até ser muito útil e interessante a nós mesmos ou aos outros, mas não seremos necessariamente autênticos. Podemos tentar apenas não ser falsos.
Mergulhar em nossa mediocridade, profundamente, e chafurdamos nela até o limite do nojo. Podemos também, depois disso, sentarmo-nos sobre a pedra que há no meio do caminho e ali, então, descansar, talvez verdadeiramente.
O Caminho do Meio é um tesouro invisível. Surge à imaginação enquanto ainda não o encontramos, ou quando já o perdemos.
O medíocre meio do caminho tem a peculiaridade de ser bem visível, principalmente nos outros e aos outros. Não sabemos tanto o que é a verdade quanto sabemos ser a mentira. Nos enganamos mais facilmente quando lidamos com a verdade, mesmo quando tentamos ser honestos. Nossas certezas costumam mostrar-se precárias com o passar do tempo. No entanto, sabemos quando mentimos. É, pois, mais fácil (?) falar da mediocridade que da sabedoria, já que é possível vê-la. Por aí devemos começar. O Caminho do Meio virá por si mesmo, e por si mesmo irá embora se não soubermos andar por ele. Por ser assim tão invisível, é também chamado o Não-Caminho.
Estamos acostumados a parar de caminhar apenas quando já chegamos, mas aqui trata-se justamente do oposto: chegamos quando paramos de caminhar!
Quem busca estará sempre no meio do caminho. Quem encontra estará sempre no Caminho do Meio. O próprio Caminho do Meio, portanto, não pode ser buscado jamais, apenas encontrado. Tudo o que se encontra nos remete a ele, mesmo as coisas mais desprezíveis. O caminho que nos leva não entre os opostos, mas através deles; o caminho que nos leva não para longe dos extremos, mas para dentro deles, este é o Caminho do Meio.

Dalai Lama diz sobre isto:
Levando essa discussão adiante, Maitreya, em seu Sublime Contínuo (sânsc. Uttaratantra) dá três razões sobre a base em que se pode concluir que o estado búddhico impregna as mentes de todos os seres sencientes. Primeiro, ele diz que as atividades do Buddha irradiam-se no coração de todos os seres sencientes. Isso pode ser compreendido de maneiras diferentes. Primeiro, é a de que em cada ser senciente há uma semente de virtude e que se pode considerar a semente de virtude como um ato do Buddha completamente iluminado. E compadecido. Mas pode-se perceber também, em termos mais profundos, que todos os seres sencientes possuem o potencial para a perfeição. Portanto, há uma espécie de ser aperfeiçoado inerente em todos os seres sencientes, irradiando-se. Segundo, no que se relaciona com a suprema natureza da realidade, há uma total igualdade entre o estado samsárico e o nirvana. Terceiro, todos possuímos uma mente que carece de realidade intrínseca e existência independente, o que nos permite remover os aspectos negativos e os estados ilusórios que a obscurecem. Por esses motivos, Maitreya conclui que todos os seres sencientes possuem a essência do estado búddhico. Contudo, para ativar essa semente inerente em nosso coração ou mente devemos desenvolver a compaixão. Através do cultivo da compaixão universal a pessoa será capaz de ativar essa semente, o que a torna mais inclinada para o caminho Madhyama. Para isso, a prática da paciência e da tolerância é crucial.
(S.S. o Dalai Lama. A arte de lidar com a raiva: o poder da paciência.
A verdade está no caminho do meio, disse Sócrates. Por isso o equilíbrio tem o poder de “Ensinar” a felicidade.
Retirei partes do texto das fontes citadas e em muitas encontraremos a nossa “lingua lusa” açucarada” :) (Brasileiro)
Fontes: O Caminho do meio-Rogério Malaquias, 1992./A arte de lidar com a raiva: o poder da paciência.Dalai Lama