Só uma imensa vontade de partilha, para que a todos tudo chegue, me move...tudo o que seja pensado acima desta "fasquia" medida por uma fraqueza humana (EU mesmo) mas confiante na Providência Divina, são meras suposições humanas que eu declino em amor e verdade perante Aquele que "sonda os corações e conhece os pensamentos mais escondidos."


"Sobre os teu muros Jerusalém colocarei sentinelas que dia e noite anunciarão o NOME do SENHOR."


Não faz o obreiro mais do que lhe é devido.


Discípulo do Mestre Jesus Cristo

Servidor do Pai Criador em espírito e verdade

Porque assim quer o PAI que O sirvam

e Adorem

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Somos pensamentos de Deus


Se nós pensarmos que a maneira mais fácil de nos “conectarmos” com Deus ou com o Divino é através do pensamento… da mente e se recordarmos que Deus (para nós) É Mente, …Mental. Pois sabemos que o “movimento interior” que nos concede as graças Divinas é “de baixo e de  dentro para cima”…como na meditação dos chakras…desde a base do cóccix até ao alto do crânio…(como exemplo)  mas num movimento mental único que cresce sempre em direcção ao etéreo …ao nada, ao impalpável. Ao pensamento divino. Quando dos deleitamos em pensamentos e por vezes até fechamos os olhos e quando os voltamos a abrir parece que o sitio à nossa volta encolheu ou está diferente…isso é porque nos aproximámos desse espaço infinito cuja entrada é a mente e o veiculo o nosso pensamento.
Deus no acto em que nos criou, pensou-nos, e a Deus isso basta. Ele pensa-nos à sua imagem e semelhança, isto é, livres e com as ferramentas necessárias á nossa condução como seres pessoais e únicos, tal como Deus é Único.
Noutra perspectiva: Deus ao pensar-nos, e em seguida ao criar cada um de nós, não como uma série de “objectos” mas como pensamentos-personalidades individuais,   (diria até pré-personalidade, mas isso é outro assunto) e depositando em nós uma série de atributos que visam dotar-nos de possibilidade existencial, “dá vida aos seus pensamentos”.
Isto não é mais do que nós próprios fazemos quando nos deleitamos com pensamentos e nos transportamos para uma ilha paradisíaca, ou para um qualquer outro sítio e criamos situações mentais que no momentos nos agradam inventando personagens …a pequena diferença é que Deus “Pensa” com um propósito, ainda que a nós vedado, e “transforma” os seus pensamentos em Vida…nós e tudo o que existe. Ele “dá forma e densidade” aos seus pensamentos, transforma-os em Palavra existente… “e o “Verbo” se fez carne”. E a Palavra de Deus é Acto de Criação. Também isto é válido para nós. Deus “disse o nome” de cada um de nós no acto da nossa criação…e assim nos tornamos personalidades individuais filhas dum mesmo Pai, com as características individuais próprias de cada uma mas com a mesma “matriz”, a imagem e semelhança de um mesmo Pai. Claro que esta ideia pela sua simplicidade gasta-se á partida por si só…pois o ser humano tem necessidade de sistemas complexos e intrincados.
“E é tão simples”, como diz o Pr. Marcelo Rossi.
Durante esta passagem neste mundo experimental que é o nosso, (sim, experimental….
Vejamos, nós como seres materiais cremos, porque é de nossa natureza material, mortal e finita, acreditar que só o palpável e visível, o comprovado pelos sentidos é real, tudo o que foge a essas regras é remetido para o metafísico, para além do físico, porque para nós só assim, no físico, pode ser real…
“Num mundo material, vós pensais em um corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquitecto, a mente é o construtor, o corpo é a edificação material. As energias físicas, espirituais e mentais, como tal e nos seus estados puros, não interagem integralmente como factualizações no universo dos fenómenos. -nosso universo- O espírito é a realidade criativa; a contraparte física é o reflexo, no tempo-espaço, da realidade do espírito, a repercussão física da acção criativa da mente-espírito. A mente domina universalmente a matéria, exactamente como esta, por sua vez, é sensível e responde ao controle último do espírito.”
Se nos dermos a possibilidade de outras possibilidades, tudo fica muito mais claro…cheio de luz.
Como dizia, neste mundo experimental, porque se para nós, matéria, o pensamento é que é “ilusão”, então este mundo material são as “ilusões” ou pensamentos desse mundo extra físico. Porque não?
O meu ser, pensado por Deus Pai Criador, ganha forma e atributos neste mundo em particular, onde eu, agora pensamento consciente de Deus, e como á sua imagem e semelhança, me recrio neste ser material que vai,… - “esquecido e apagado” do seu horizonte a sua origem,  e porque quer ser merecedor desse acto de criação, que aconteceu porque sim; Porque Deus quis - , … este ser, vai fazer o caminho de volta á mente Divina, tentando lembrar esse mesmo caminho, assim, fazendo acontecer um manancial de experiências nesta existência que de alguma forma vedada ao nosso conhecimento limitado pelo peso da matéria, vai servir para enriquecer o conhecimento superior do nosso individuo divino. “…12. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. I Coríntios)

Eu Sou Gnóstico Cristão, Cabalista Judaico, e Sufi no Islão. O meu Tao é o do Meio. E na Via do Meio resido desde o primeiro sopro vital. Tudo isto sou no coração. E que sou mais? Sou carne e células e forma. Também sou água e espírito e sou tudo isto num ínfimo átomo de Finalidade. E depois de ser tudo isto e desaparecer aos teus olhos, só então serei eu mesmo.


Na LUZ nos movemos.
Bem hajam

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Conversas Contigo VIII - A Mente - breve introdução


Num mundo material, vós pensais  num corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquitecto, a mente é o constructor, o corpo é a edificação material.
As energias físicas, espirituais e mentais, como tal e nos seus estados puros, não interagem integralmente como factualizações no universo dos fenômenos. O espírito é a realidade criativa; a contraparte física é o reflexo, no tempo-espaço, da realidade do espírito, a repercussão física da acção criativa da mente-espírito.
A mente domina universalmente a matéria, exactamente como esta, por sua vez, é sensível e responde ao controle último do espírito. E, no homem mortal, apenas aquela mente que livremente se submete ao direccionamento do espírito pode almejar sobreviver à existência mortal do espaço-tempo. A evolução dos mecanismos implica e indica a presença oculta e a predominância da mente
criativa. A capacidade do intelecto mortal de conceber, projectar e criar mecanismos automáticos demonstra que as qualidades superiores, criativas e plenas de propósito, da mente do homem, são a influência dominante no planeta. A mente tende sempre para a:
1. Criação de mecanismos materiais.
2. Descoberta de mistérios ocultos.
3. Exploração de situações remotas.
4. Formulação de sistemas mentais.
5. Alcance dos objectivos da sabedoria.
6. Realização de níveis do espírito.
7. Cumprimento dos destinos divinos supremos, últimos e absolutos.
A mente é sempre criativa. O dom da mente de um indivíduo animal, mortal, moroncial, ascendente do espírito ou que tenha alcançado a finalidade, é sempre competente para produzir um corpo adequado e útil para a identidade da criatura vivente. Todavia, o fenômeno da presença de uma personalidade, ou do modelo de uma identidade, como tal, não é uma manifestação de energia, seja física, mental ou espiritual. A forma da personalidade é o aspecto modelar de um ser vivo; denota uma ordenação das energias, e isso, acrescentado à vida e ao movimento, é o mecanismo da existência da criatura.
Mesmo os seres espirituais têm forma, e essas formas espirituais (os modelos) são reais. Até o tipo mais elevado de personalidades espirituais tem formas presenças de personalidades análogas, em todos os sentidos, aos corpos mortais da Terra.


 פֵהֵל PeHeLa guardião da religião, moral, e teologia Divina te Saúdo na Paz e na Luz Daquele que tudo realiza e te digo... A Paz do Eterno vos envolva 


(como pedido assim é feito)
Bem hajam na luz e com a Luz
P.S. todos os post's que têm por titulo "Conversas Contigo" ou "Conversas no Silêncio" são por mim formatados e inseridos. Esta é a parte que me cabe em reconhecimento de Autoria.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sabedoria 13


1. São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras.
2. Tomaram o fogo, ou o vento, ou o ar agitável, ou a esfera estrelada, ou a água impetuosa, ou os astros dos céus, por deuses, regentes do mundo.
3. Se tomaram essas coisas por deuses, encantados pela sua beleza, saibam, então, quanto o seu Senhor prevalece sobre elas, porque é o criador da beleza que fez estas coisas.
4. Se o que os impressionou é a sua força e o seu poder, que eles compreendam, por meio delas, que seu criador é mais forte;
5. pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor.
6. Contudo, estes só incorrem numa ligeira censura, porque, talvez, tenham caído no erro procurando Deus e querendo encontrá-lo:
7. vivendo entre suas obras, eles as observam com cuidado, e porque eles as consideram belas, deixam-se seduzir pelo seu aspecto.
8. Ainda uma vez, entretanto, eles não são desculpáveis,
9. porque, se eles possuíram luz suficiente para poder perscrutar a ordem do mundo, como não encontraram eles mais facilmente aquele que é seu Senhor?

Conversas Contigo IV - Ensinamentos para a Vida Verdadeira


A vossa religião está-se a tornar real porque está emergindo da escravidão do medo e da prisão da superstição. A vossa filosofia luta pela emancipação do dogma e da tradição. A vossa ciência está empenhada em uma disputa antiga entre a verdade e o erro, enquanto luta para libertar-se da limitação da abstração, da escravidão da matemática e da relativa cegueira do materialismo. O grande erro da religião hebraica foi não ter associado a bondade de Deus às verdades factuais da ciência e da beleza atraente da arte. À medida que a civilização progrediu, e enquanto a religião continuou a seguir o mesmo caminho, pouco sábio, de enfatizar exageradamente a bondade de Deus, a ponto de negligenciar a beleza e de excluir relativamente a verdade, foi sendo
desenvolvida, em certos tipos de homens, uma tendência crescente para desviar-se no conceito abstracto e dissociado da bondade isolada. A moralidade proclamada ao exagero e isolada da religião moderna, que fracassa em manter a devoção e a lealdade de muitos dos homens deste século, poderia reabilitar-se se, além dos seus mandatos morais, tivesse a mesma consideração
pelas verdades da ciência, da filosofia e da experiência espiritual, e pelas belezas da criação física, bem como pelo encanto da arte intelectual e pela grandeza de uma realização genuína de carácter.
O desafio religioso desta época é dirigido àqueles homens e àquelas mulheres que, pela sua visão ampla e voltada para o futuro, e, pelo discernimento da sua luz interna, ousarão construir uma nova e atraente filosofia de vida, partindo dos conceitos modernos, subtilmente integrados, da verdade cósmica, da beleza universal e da bondade divina. Uma tal visão, nova e recta, da moralidade, atrairá tudo o que existir de bom na mente do homem e convocará o que houver de melhor na alma humana. A verdade, a beleza e a bondade são realidades divinas, e à medida que o homem ascende na escalada da vida espiritual, essas qualidades supremas, do Eterno, tornam-se cada vez mais coordenadas e unificadas em Deus, que é amor.
Toda a verdade material, filosófica ou espiritual é tanto bela, quanto boa. Toda a beleza real a arte material ou a simetria espiritual é tanto verdadeira, quanto boa. Toda a bondade genuína seja a moralidade pessoal, a equidade social ou o ministério divino é igualmente verdadeira e bela. A saúde, a sanidade e a felicidade são integrações da verdade, da beleza e da bondade, ao
misturarem-se na experiência humana. Esses níveis de uma vida eficaz advêm, pela unificação de sistemas de energia, de sistemas de idéias e de sistemas espirituais. A verdade é coerente, a beleza é atraente e a bondade estabilizadora. E quando esses valores, naquilo que é real, são coordenados na experiência da personalidade, o resultado é uma ordem elevada de amor, condicionado pela sabedoria e qualificado pela lealdade. O propósito real de toda a educação, no universo, é tornar efectiva a melhor coordenação do filho isolado dos mundos
com as realidades mais amplas da sua experiência em expansão. A realidade é finita no nível humano: e é infinita e eterna nos níveis mais elevados e divinos.
O homem mortal tem um núcleo espiritual. A mente é um sistema de energia pessoal, que existe em torno de um núcleo espiritual divino e que funciona num ambiente material. Essa relação viva entre a mente pessoal e o espírito constitui, pois, o potencial da personalidade eterna no universo. O problema verdadeiro, o desapontamento duradouro, a derrota séria, ou a morte inescapável só podem advir depois que os conceitos egocêntricos tiverem tido a arrogância de
deslocar totalmente o poder dominante do núcleo espiritual central, destruindo assim o esquema cósmico de identidade da personalidade.

 פֵהֵל PeHeLa guardião da religião, moral, e teologia Divina te Saúdo na Paz e na Luz Daquele que tudo realiza e te digo... A Paz do Eterno vos envolva

(como pedido assim é feito)
Bem hajam na luz e com a Luz
P.S. todos os post's que têm por titulo "Conversas Contigo" ou "Conversas no Silêncio" são por mim formatados e inseridos. Esta é a parte que me cabe em reconhecimento de Autoria.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Os Essénios e Cristo


Muitos talvez não saibam… Mas os Essênios  eram originários do Egito e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C, formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto e outros locais, na Palestina e no Egito.

A Doutrina do Deserto

Eles respeitavam a vida acima de tudo, escreveram os mais antigos textos bíblicos e influenciaram o cristianismo. Com vocês, os essênios.

Por Rafael Kenski e Duda Teixeira

Em 1923, o húngaro Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos do Vaticano. Estava à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis. Curioso e encantado vagou pelos mais de 40 quilômetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares. Viu evangelhos nunca publicados e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos, condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas essas raridades, uma obra em especial lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas da vida de Jesus Cristo, apresentado ali como o principal líder de uma seita judaica até então pouco comentada – Os Essênios. Szekely não perdeu tempo. Traduziu o texto publicou-o em quatro volumes. Sentindo-se traída pelo pesquisador, a Igreja o excomungou.
Não foi uma punição tão grave. Considere o que aconteceu com o reverendo inglês Gideon Ouseley. Em 1880, ele achou um manuscrito chamado O Evangelho dos Doze Santos em um monastério budista na índia. O texto em aramaico – a língua que Jesus falava – teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados.

Manuscrito achado no Vaticano afirma que Jesus era essênio e vegetariano
Ouseley ficou eufórico e saiu espalhando que tinha descoberto o verdadeiro Novo Testamento. Afirmava que a Bíblia estava incorreta, pois Cristo era um essênio que defendia a reencarnação e o vegetarianismo. Se hoje essa tese soa estranha, dizer isso na Inglaterra vitoriana do século XIX era blasfêmia da pior espécie. Resultado: os conservadores atearam fogo na casa de Ouseley e o original foi destruído.
O mistério que envolve esses dois textos e o tom místico que os descobridores deram aos seus achados acabaram manchando seu crédito diante dos historiadores. Além do mais, teorias exóticas sobre Jesus é o que não falta. Em 1970, o pesquisador inglês John Allegro, que já havia estudado os essênios, tentou provar que Jesus nunca havia existido e que teria sido uma alucinação coletiva causada pela ingestão de cogumelos. Por motivos óbvios, essa teoria não foi muito bem aceite pelos seus colegas cientistas. Segundo eles, Allegro entendia mais de cogumelos do que de Cristo.
Para os historiadores, os essênios seriam até hoje uma nota de rodapé na História se, em 1947, dois pastores beduínos não tivessem por acidente levado a uma das maiores descobertas arqueológicas do século. Escondidos em cavernas próximas ao Mar Morto, em Israel, 813 manuscritos redigidos pelos essênios a partir de 225 a.C.

O ano 68 da nossa era guardava as mais antigas cópias do Antigo Testamento, calendários e textos da Bíblia. Perto das cavernas, em Qumran, estavam as ruínas de um monastério essênio e um cemitério com cerca de 1200 esqueletos, quase todos masculinos.

O surgimento da doutrina essênia aconteceu em tempos conturbados. Os judeus viveram sob dominação de diversos povos estrangeiros desde 587 a.C., quando Jerusalém foi devastada pelos babilônios, habitantes da atual região do Iraque. Por volta do século II a.C., o domínio era exercido pelos selêucidas, um povo grego que habitava a Síria. A cultura helenista proliferava e a tradição hebraica sofria fortes ameaças. Para recuperar o judaísmo, os israelitas acreditavam na vinda do Messias que chegaria ao final dos tempos para exterminar os infiéis e salvar os seguidores da Bíblia.

Eles possuíam pomares e hortos irrigados pela água da chuva, que era recolhida em enormes cisternas e servia como bebida. Além dela, as bebidas essênias se resumiam ao suco de frutas’ e “vinho novo”, um extrato de uva levemente fermentado. No shabbath, os sectários deveriam passar o dia inteiro em jejum.


retirado de:  www.pentaculosmagicos.com.br
Em abril de 1947, no vale de Khirbet Qumran, junto às encostas do Mar Morto, Juma Muhamed, pastor beduíno da região, recolhia seu rebanho quando ao seguir atrás de uma cabrita desgarrada percebeu que havia uma extensa fenda entre duas rochas.Curioso, atirou uma pedra e ouviu o ruído de um vaso se quebrando. No vaso, encontrou pergaminhos.

Este momento caracterizou-se como um marco para o mundo arqueológico: A Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

Desde então, a tradução e divulgação do seu conteúdo têm atraído a atenção mundial, e uma grande expectativa tem se instaurado quanto a possíveis segredos ainda não revelados.

O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa “secreto”. Na língua grega, o termo utilizado é “therepeutes”, originário da palavra Síria “asaya”, que significa médico.

A organização nasceu no Egito nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essênios são considerados como uma ramificação da “Grande Fraternidade Branca”.

Segundo estudiosos,  foi nesse meio onde esteve Jesus no período entre seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.

Bem… Esta ai o texto. Apreciem  aqueles que gostam desse tipo de matéria.
Até mais

Original por:
Marcos Paterra
João Pessoa/PB

Os Essénios

Os Essênios
Os essênios eram talvez os mais intrigantes membros do Judaísmo da época de
Yeshua (Jesus) por causa da sua misteriosa reclusão, e por sua evidente conexão com algumas
das principais pessoas mencionadas nos Ketuvim Netsarim (Escritos Nazarenos – são o mesmo que o nosso novo testamento), tais como Yochanan HaMat'vil (João, o Imersor), Yochanan o amado, entre outros. Liderados por um concílio de anciãos presidido pelo chamado Instrutor
de Justiça, ou ainda “o Justo” (haTsadik) como era conhecido, torna-se igualmente evidente que Ya'akov haTsadik (Tiago, o Justo o Apostolo que era assim chamado) teve a sua liderança espelhada na estrutura organizacional dos essênios. O facto é que os essênios, assim como os nazarenos, eram conhecidos como “o Caminho.” E, de facto, o movimento essênio, que culminou na pregação de
Yochanan HaMat'vil, era visto como uma preparação no deserto (o deserto da Judéia era o seu principal lugar de habitação) do Caminho de YHWH ( Dentro do judaísmo, o nome mais importante do Criador é o que conhecemos como o tetragrama, nome dado às quatro letras que formam o nome da divindade. Este nome é em hebraico יהוה (YHWH), que de acordo com a tradição judaica é a terceira pessoa do imperfeito no singular do verbo ser . Esta teoria é baseada no Êxodo capítulo terceiro, versículo décimo-quarto, constitui a base do monoteísmo judaico-cristão.) Quando Rav. Sha'ul (São Paulo) vai a Damessek (Damasco), um dos principais refúgios dos essênios, perseguir os “seguidores do Caminho” e tem uma visão com Yeshua, convertendo-se e demorando-se em Damessek exatamente o tempo que um israelita levava para se iniciar no movimento essênio, as evidências dos laços estreitos entre essênios e nazarenos se tornam mais fortes. Tanto que, não
são poucos os que, dentre os acadêmicos modernos, consideram que os essênios tenham sido os precursores do movimento dos seguidores de Yeshua (Jesus).
Origem
Muita especulação existe sobre a origem dos essênios. É fato sabido que Josefo
relata a existência deles, já como um grupo bastante antigo, durante a época da
revolta dos Macabim. Alguns os associam aos antigos chassidim, mas existem
controvérsias a esse respeito, visto que o termo “hassidim” era extremamente
vago e, ao longo dos séculos, foi adoptado em diversas ocasiões por diversos
grupos. Se tomarmos por referencial aquilo que os essênios diziam de si próprios,
podemos verificar que eles se identificam freqüentemente como filhos de
Tsadok. Alguns, por essa razão, os associam equivocadamente aos tsedukim
(saduceus), cuja origem estava em duas escolas, dos sábios Tsadok e Boetus, que
surgiu como movimento de oposição ao crescente Judaísmo farisaico (fariseus).
Muitos acadêmicos especulam acerca da origem de “Tsadok”, afinal, a Bíblia diz
que os filhos de Tsadok teriam um sacerdócio diferenciado:
Mas a câmara que olha para o caminho do norte é para os sacerdotes que têm
a guarda do altar; são estes os filhos de Tsadok, que se chegam a YHWH, dentre
os filhos de Levi, para o servir.” (Yechezkel 40:46)
Os essênios claramente associam o serem filhos de Tsadok com a pertinência à ordem de Malki-Tsedek, mencionada nos Tehilim (Salmos) e citada por Rav. Sha'ul (Paulo) como sendo a origem da kehuná (sacerdócio) de Yeshua. Nos seus manuscritos, os essênios demonstram que um dos pilares da sua fé está no retorno de Malki-Tsedek, o fundador da ordem essênia.
Os essênios criam que Malki-Tsedek os teria estabelecido como guardiões da verdadeira fé. Segundo a enciclopédia judaica, os essênios criam que Yishai
(Jessé), pai de David, e o próprio David, teriam sido membros da Yachad (a Unidade essênia). Isso explicaria a proeminência do cohen Tsadok no reinado de David, segundo as Escrituras. Tsadok, portanto, e a exemplo do que muitos acadêmicos supõe, seria um título sacerdotal, e não um nome próprio. Aparentemente, os essênios também eram guardiões de escritos k'doshim, e
teriam a uma época abrigado os principais escritos de David haMelech. Acerca
dele, os essênios relatam:
Agora, David Ben Yishai era sábio e brilhava como a luz do sol, um escriba e
homem de discernimento, inocente em todos os seus caminhos perante Elohim e
o homem. YHWH lhe concedeu um espírito brilhante e dotado de discernimento,
de modo que ele escreveu: três mil e seiscentos salmos.
Dos cânticos para serem cantados perante o altar acompanhando a oferta
queimada diária perpétua, por todos os dias do ano, trezentos e sessenta e
quatro; para as ofertas de Shabat, cinqüenta e dois cânticos, e para as ofertas
de rosh chodesh, todos os moadim, e o Yom Kipur, trinta cânticos. O total de
todos os cânticos que ele compôs foi de quatrocentos e quarenta e seis, não
incluindo os quatro cânticos para orar pelos que são possuídos por demônios
com música. A soma total de tudo, salmos e cânticos, era de quatrocentos e
cinqüenta.
Todos estes ele compôs através de profecia dada a ele pelo Elyon.”
(Fonte: 11Q5)
Os essênios, portanto, seriam aqueles que preservariam Yisra'el (Israel aqui no sentido de Povo de Deus e não território), durante os tempos de apostasia. Isto resumiria o propósito da ordem de Malki-Tsedek. Não é por acaso que os líderes essênios eram conhecidos pelo título de “haTsadik” - e isso explica também a grande proeminência de Yochanan HaMat'vil (João, o
Imersor- São João Baptista) É bem provável que, à época de Yeshua, Yochanan fosse o líder da
ordem de Malki-Tsedek. Isso daria à imersão(baptismo) de Yeshua (Jesus) uma conotação, para alguns, totalmente nova: a de um cohen gadol (sumo sacerdote) sendo imergido como princípio do seu ministério. Yeshua teria vindo a Yochanan HaMat'vil, na condição de líder dos essênios, para receber de volta dele a consagração ao ofício que havia deixado na terra, aos seus seguidores, quando esteve presente na condição de Malki-Tsedek (vide comentários de Rav. Sha'ul/Paulo acerca da ordem de Malki-Tsedek.) Os sinais presentes na tevilá de Yeshua (Jesus) serviriam para testificar que Ele era o cohen gadol (sumo sacerdote) cujo retorno havia sido profetizado aos essênios:
... e eles [os essênios] são a herança de Malki-Tsedek, que lhes retornará ao que é deles por direito...” (Fonte: 11Q13)
Os Pilares da Fé Essênia
Os essênios tinham na sua fé os seguintes elementos principais, que eram o pilar
das suas crenças:
1 - A pureza, tanto de carácter quanto cerimonial, devido à alta importância da
missão que lhes tinha sido confiada;
2 - A sua missão, como filhos de Tsadok, detentores da ordem de Malki-Tsedek,
de preservarem a verdade para Yisra'el, especialmente para o fim dos tempos;
3 - A espera do retorno de Malki-Tsedek, tido por eles como o próprio Elohim,
que lhes levaria a uma batalha final contra as forças de Beli'al.
4 - A correcta observância da Torá e dos Moadim;
5 - O serviço a YHWH auxiliados pelos anjos;
6 - A batalha espiritual contra os espíritos malignos;

Os Essênios e a Batalha Espiritual
Os essênios acreditavam (e muito bem) que os anjos estão bem presentes no nosso dia-a-dia, tanto os anjos de YHWH no meio àqueles que O adoram, quanto os servos de Beli'al, no meio àqueles que vivem em pecado. Criam ainda que a batalha espiritual por meio da oração era absolutamente
fundamental para a libertação das influências malignas. As orações tinham alguns objectivos, a saber: afugentar os espíritos malignos através dos relatos sobre a grandeza de YHWH, invocar a protecção e a autoridade de YHWH para a expulsão dos demônios, a proteção contra a
opressão espiritual, solicitar o envio de anjos para a guerra espiritual, e cura das enfermidades.
Dois anjos podem ser relatados como tendo papel de destaque na guerra espiritual, segundo os essênios: Micha'el, arcanjo responsável pelo destacamento dos anjos de guerra de YHWH (embora Gavri'el seja citado como eventual apoio), e Refa'el, arcanjo responsável pelo destacamento dos anjos que ministravam a cura de YHWH, de modo a reverter as enfermidades e angústias sofridas por aqueles que eram oprimidos espiritualmente. Os essênios acreditavam que a principal fonte de poder das forças das trevas eram o nosso yetser hará, a nossa inclinação ao mal, capaz de nos levar à transgressão da Torá (leis de Deus) de YHWH. O pecado, segundo eles, alimentava e atraía as forças de Beli'al. Assim sendo, a plena libertação na batalha espiritual também passava por um
processo de kedushá (santificação), de modo a eliminar as brechas dadas às forças de Beli'al.
Dentre os inimigos dos Filhos da Luz, três categorias podem ser destacadas:
líderes (como Beli'al/Satan, as Sentinelas, etc.), anjos caídos, e os espíritos dos bastardos - isto é, os filhos dos Nefilin mencionados em Gn. 6. Desses, os que recebem maior destaque são os espíritos dos bastardos. Além de serem opositores das forças da luz, também eram parasitas, que possivelmente explicavam algumas das enfermidades tidas pelo povo. Esses anjos não actuavam apenas com possessão completa, mas também por meio de opressão. Os essênios reconheciam que os tsadikim (justos) sofriam violenta perseguição na esfera das dimensões espirituais, e às vezes chegavam até a serem martirizados. Contudo, reconheciam que tudo ocorria segundo o plano de
YHWH, e que a vitória final seria da Yachad.
Os essênios viam a realidade espiritual como algo extremamente presente. Isso se reflete não apenas em sua angelologia, na qual podemos ver relatos de que em meio às suas orações, podiam ver anjos louvando a YHWH, como também em sua demonologia.
Duas Ordens de Kehuná
Os essênios reconheciam também que havia uma ordem sacerdotal diametralmente oposta à ordem de Malki-Tsedek. Assim como YHWH havia estabelecido a Sua ordem entre os essênios, Beli'al teria estabelecido uma ordem sacerdotal, dos seguidores de Malki-Reisha. Curiosamente, essa ordem teria sido estabelecida de forma predominante entre os Kitim, uma referência essênia a
Roma. Assim sendo, as orações de batalha espiritual por parte dos seguidores do Caminho, a ordem de Malki-Tsedek (o Rei de Justiça), tinha também o objectivo de reduzir o escopo de ação das forças da ordem sacerdotal de Malki-Reisha (o Rei do Mal).
A Origem e o Propósito do Termo “Essênio”
O termo “essênio” vem do hebraico assa'im, ou os “curadores.” Isso reflecte a
sua visão de que Yisra'el (Israel) estaria adoecido por duas razões: sua falta de
compromisso para com a Torá, e pela ausência de uma batalha espiritual contra
as forças de Beli'al. Assim sendo, a dupla-natureza da missão dos assa'im se revela no seu nome. Por meio da batalha espiritual, os essênios visavam a cura, tanto física, quanto espiritual do povo. Não é à toa que Micha'el e Refa'el têm papéis proeminente na vida espiritual dos essênios, sendo mensageiros de YHWH para a libertação e para a cura.
Conclusão
Com esse pano-de-fundo, não é de admirar que nenhum outro segmento judaico produziu tanto material focado na batalha espiritual quanto os essênios. A sua experiência milenar de batalhas contra as forças das trevas serve como instrução e inspiração para todos os que se engajam em batalhas dessa natureza no seu dia-a-dia. Como herdeiros espirituais dos assa'im, nós nazarenos (Porque da linhagem espiritual d'O Nazareno) temos nestes ensinamentos um verdadeiro tesouro para os últimos dias, que não está sendo revelado por acaso por parte de Malki-Tsedek.

Sobre os teus muros Jerusalém coloquei sentinelas que dia e noite anunciam o Nome do Senhor יהוה"
Bem hajam na luz e com a Luz

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pai nosso em Aramaíco


Abwûn d'bwaschmâja
Nethkâdasch schmach
Têtê malkuthach
Nehwê tzevjânach aikâna d'bwaschmâja af b'arha
Hawvlân lachma d'sûnkanân jaomâna
Waschboklân chaubên (wachtahên) aikâna daf chnân schvoken l'chaijabên
Wela tachlân l'nesjuna ela patzân min bischa
Metol dilachie malkutha wahaila wateschbuchta l'ahlâm almîn.
Amên.